O lançamento dos novos modelos da linha Galaxy Z é sempre um dos momentos altos do ano e desta vez a Samsung não poupou esforços no afinamento do design dos seus equipamentos mais premium, no interface e nas funcionalidades de Inteligência Artificial. Mas é o novo formato do Galaxy Z Fold8 que rouba as atenções no Galaxy Unpacked e que marca a diferença, para além dos preços que se aproximam perigosamente dos 3 mil euros no modelo mais caro.
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Em vez de dois smartphones com o mesmo design no Z Fold, como tinha acontecido em lançamentos anteriores, a Samsung introduz o conceito Ultra e está a inovar com o Z Fold8, num formato quadrado, mais diferenciado, que se torna mais próximo da experiência de utilização em visualização de conteúdos, como partilhamos nas nossas primeiras impressões.
O TEK Notícias está em Londres a acompanhar o Galaxy Unpacked e já teve oportunidade de experimentar os novos smartphones que hoje começam a ser vendidos e que vão chegar ao mercado a 7 de Agosto. Ainda em experiência controlada, sem instalação das aplicações e por tempo limitado, mas que já permitem ter uma primeira noção de usabilidade.
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TM Roh, CEO e presidente da divisão de Device eXperience (DX) da Samsung Electronics destaca que hoje se abre um novo capítulo na história dos dobráveis, com o alinhamento mais completo de sempre da Samsung, ajustado às necessidades do dia a dia dos utilizadores. E em breve com óculos de realidade aumentada, uma das novidades guardadas para este evento em Londres.
Esta é já a oitava geração dos smartphones dobráveis da Samsung, depois do lançamento do primeiro Galaxy Fold que foi apresentado em 2019. Bernardo Cunha, Head of Strategy and Product Marketing da divisão Mobile Experience na Samsung Portugal, sublinha que a evolução tem sido brutal, sempre em simbiose com os utilizadores e o feedback da sua experiência.
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A evolução acompanha o progresso da tecnologia, com melhoria dos materiais, adaptação do design, evolução dos ecrãs, das câmaras e baterias, e também do software, cada vez mais “apoiado” pela Inteligência Artificial. Mas é também na usabilidade dos equipamentos que se nota a diferença, onde pequenos pormenores de adaptação das bordas do telefone e melhorias na dobradiça facilitam a abertura dos equipamentos, exigindo menos esforço.
A colocação em linha de todos os modelos Fold mostra como o telefone passou de uma espessura de 17,1mm do Fold original para menos de metade, com os 8mm do Fold8.

Três modelos para uso diferente
Apesar de várias propostas de ecrãs enroláveis e até tri-dobráveis, com o Galaxy Z TriFold e o Huawei Mate XT anunciado no final de 2024, ecrãs que crescem como o Oppo X ou se ajustam ao pulso como o conceito do Motorola Razr mostrado no MWC24, os formatos de livro e de concha dominam o mercado, sem grandes alterações de tamanhos.
Com a aproximação do possível lançamento do iPhone Ultra, o primeiro dobrável da marca da maça, a Samsung avança com um novo formato que pretende resolver algumas das principais críticas ao modelo Fold7, com um ecrã mais largo, menos comum. O Galaxy Z Fold8, em formato “passaporte” pretende trazer mais imersão, com mudanças mais simples entre o modo fechado e aberto, com menos barras pretas e espaços desaproveitados em jogos e visualização de vídeos.

Pela primeira vez há três modelos diferentes no Galaxy Unpacked dos modelos dobráveis, com o Z Fold8 Ultra e o Z Flip8 a fazerem uma evolução mais discreta, mas importante em algumas características, e o Z Fold8 a destacar-se pela diferença de design.
Entre os dois modelos Fold o formato é a principal diferença, com os equipamentos a partilharem o mesmo processador, o Snapdragon 8 Elite Gen5 (3nm), materiais e interface de software. No Z Flip8 a lógica é também de continuidade e melhoria de especificações, com mais informação acessível na janela exterior com o FlexWindow.
O Galaxy Z Fold8 Ultra reforça o estatuto de topo de gama, com um design ainda mais fino que reduz a 4,1 mm a espessura quando aberto, quase equivalente a uma porta USB-C, e um peso de 215 gramas. O formato continua a ser estreito e alto, quando fechado, com o ecrã de 6,5 polegadas que passa a 8 polegadas quando aberto.

As melhorias notam-se também no design para facilitar a abertura do smartphone, com os contornos mais arredondados e alterações na dobradiça e sistema magnético que tornam o manuseamento mais fácil.
Por dentro há também alterações no ecrã, com o Flex Titanium uma película em liga de titânio para mais resistência e uma estrutura mais flexível que torna a superfície mais plana, sem o inestético vinco, e que a Samsung garante ser mais resistente a dobragens repetidas. Existem ainda melhorias na luminosidade, com 3.000 nits de brilho e um acabamento anti reflexo que se espera traga boas novidades para situações de exterior mas que ainda não testámos nessas condições.
Nas câmaras fotográficas a ultra grande angular foi “puxada” para 50 MP, mantendo-se a câmara principal de 200 MP e a telefoto de 10 MP, com vídeo optimizado para 8K e adições a nível do software que prometem estilos mais cinematográficos.
A nível de bateria a capacidade é de 5.000 mAH, com dados a apontarem para 27 horas de reprodução de vídeo, e a Samsung adicionou o carregamento de 45W que garante repor 67% da bateria em 30 minutos.

O Z Fold8 partilha o mesmo processador e configurações de RAM e espaço de memória até 1 TB, o ecrã interno com 3.000 nits, mas a diferença faz-se no formato quadrado, de 4:3 no ecrã principal, quando aberto. Em termos de espessura é equivalente ao Ultra e tem um peso de 201 gramas, mas ocupa mais espaço em largura, o que torna menos confortável usar apenas com uma mão quando fechado e se distancia mais dos formatos tradicionais de smartphones.
É um formato que se estranha mas que pode trazer vantagens, o que queremos comprovar com um teste mais prolongado e em ambiente real, porque é importante também que as aplicações correspondam.
A Samsung não fez também grandes alterações ao Z Flip, que perdeu o “irmão” mais básico que tinha sido lançado com o Z Flip7 e traz um processador Exynos 2600 (2nm). O ecrã exterior de 4,1 mm está agora mais útil com melhorias na FlexWindow que tem mais funcionalidades e está mais “inteligente” com a ajuda da IA.
Novos relógios, mais bateria e indicadores inteligentes de saúde
Na lista de novidades da Samsung estão também dois novos smartwatches, o Galaxy Watch Ultra2 e Galaxy Watch9 que ganham novas ferramentas de monitorização de atividade e indicadores de saúde, assim como de autonomia com a ajuda da plataforma Snapdragon Wear Elite.
O Galaxy Watch Ultra2 é a estrela de cartaz, levando ainda mais longe a monitorização de indicadores de desporto ao ar livre, com a funcionalidade de Corrida de Trilhos para quem se aventura nestas andanças. Dados sobre a elevação, o progresso e o impacto do terreno pretendem ajudar a ajustar o ritmo e a reduzir o risco de lesões.
A nível de nutrição há recomendações personalizadas com orientações de nutrição, e para quem mergulha também foram adicionadas formas de acompanhar em tempo real os dados de profundidade, duração do mergulho e a temperatura da água, funcionalidades desenvolvidas com a Mares.
A bateria foi optimizada para 800 mAh, mais 35% do que a geração anterior, e o ecrã tem agora 5.000 nits de brilho para conseguir visualização mesmo com brilho intenso.
No Galaxy Watch9 o conforto está em primeiro lugar, acompanhando o ritmo do dia a dia com a monitorização dos indicadores de atividade física, do sono e de outras medidas de saúde. O design está mais ajustado ao pulso e a bateria foi reforçada para os 390 mAh, e há várias braceletes diferentes com mais materiais e cores.
Os novos óculos inteligentes da Samsung são a última novidade guardada para o Unpacked. Esta é uma categoria dominada atualmente pela Meta e a Ray-Ban, e onde a Apple ainda não entrou, mas que é referenciada pelo potencial de crescimento.
Na pré apresentação do Unpacked a Samsung tinha em exposição os novos óculos, que são muito parecidos com os da Meta, mas não era possível experimentar, nem colocá-los perto da cara. Há dois modelos desenvolvidos com a Gentle Monster e a Warby Parker para integrar o ecossistema da Samsung ainda este ano.
Para já não há data de comercialização nem garantia de que venham a estar à venda em Portugal este ano.

A subida dos preços dos novos smartphones já era esperada, em linha com o que tem acontecido no mercado, e a versão mais artilhada do Z Fold8 Ultra aproxima-se perigosamente dos 3 mil euros, custando 2.869,9 euros.
Todos os modelos estão mais caros e o Z Flip8 começa nos 1.349,9 euros para 12 GB de RAM e 256 GB de ROM, subindo aos 1.549,9 para quem optar pelos 512 GB de memória. Nos modelos Fold fica tudo acima dos 2 mil euros, com o Z Fold8 a começar nos 2.069,9 euros para 256 GB de ROM e a subir para 2.269,9 e 2.669,9 para 512 GB e 1 TB. No Z Fold8 Ultra a versão mais barata custa 2.269,9, para 256 GB de ROM e 12 GB de RAM, e sobe para 2469,9 com 512 GB e 2869,9 com 1 TB de espaço.
Para os relógios o preço recomendado do Galaxy Watch Ultra2 é de 749 euros e o Galaxy Watch9 estará disponível a partir de 409 euros.
Todos os modelos vão estar à venda a partir de hoje e chegam às lojas a 7 de agosto.
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O que já sabiamos antes de começar o Unpacked?
A renovação da linha de smartphones dobráveis da Samsung é um dos momentos mais esperados e a tecnológica poderá revelar um novo modelo com um formato mais largo, mas, ao contrário do que se pensava anteriormente, o equipamento não se chamará Galaxy Z Fold8 Wide.
Ao que tudo indica, o novo modelo, que adota o nome Galaxy Z Fold8, terá um formato em forma de passaporte, mais curto e largo. Ao ecrã interno dobrável de 7,6 polegadas, com uma proporção próxima de 4:3, junta-se um painel externo de 5,4 polegadas.
Foram reveladas as primeiras imagens de renderização daquele que deverá ser o futuro Galaxy Z Fold8 Wide, que confirmam um formato mais largo e próximo de um tablet. Este novo dobrável da Samsung deverá ser lançado em conjunto com Fold8 e o Flip8.
Quando está aberto, o smartphone vai aproximar-se mais do formato de um tablet, numa proposta que promete agradar tanto a quem gosta de ver vídeos como aos fãs de multitasking, adaptando-se também mais facilmente a aplicações que lidam com os dois formatos de ecrãs.
Além do novo modelo com formato mais largo, a “família” de dobráveis poderá crescer com a inclusão de uma versão Ultra. Segundo os rumores que circulam online, o Galaxy Z Fold8 Ultra estará equipado com um ecrã interno de 8 polegadas, acompanhado por um painel externo de 6,5 polegadas, ambos OLED e com tecnologia LTPO.
Os dois ecrãs deverão ter também um taxa de atualização variável de 1 a 120 Hz, e 2.600 nits de brilho máximo. Já no que toca às câmaras, espera-se que o modelo Ultra conte com um sensor principal de 200 MP, incluindo ainda uma ultrawide de 50 MP e um sensor telefoto de 10 MP, com zoom óptico de 3x.
No interior, haverá espaço para um processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, o mesmo utilizado no Galaxy S26 Ultra, com opções de 12 GB e 16 GB para a memória RAM, três níveis de armazenamento interno (dos 256 e 512 GB a 1 TB) e uma bateria de 5.000 mAh, com suporte a carregamento rápido “tradicional” a 45W e a 20W sem fios.
Será este o design dos novos dobráveis da Samsung?
Por outro lado, o modelo Flip deverá ser aquele com menos mudanças, esperando-se uma ligeira atualização face à versão lançada no ano passado. Segundo rumores, o Galaxy Z Flip8 deverá chegar com dois ecrãs OLED, com um painel interior dobrável de 6,9 polegadas (quando desdobrado) e um exterior de 4,1 polegadas.
Além de uma configuração de câmaras liderada por um sensor de 50 MP, acompanhado por uma ultrawide de 12 MP e por uma câmara frontal de 10 MP, o smartphone deverá estar equipado com o chip Exynos 2600, o mesmo do Galaxy S26 e Galaxy S26 Plus, incluindo uma bateria cuja capacidade desce para os 4.300 mAh.
Mas nem só de smartphones “vive” a Samsung e, durante o Unpacked, a marca poderá revelar mais novidades no segmento dos wearables. Por um lado, a gama de smartwatches da tecnológica deverá ser renovada com dois modelos, incluindo uma versão Ultra.
Além dos relógios Galaxy Watch9, a Samsung poderá estrear-se no mundo dos óculos inteligentes. Recorde-se que, em maio, durante o último Google I/O, a tecnológica de Mountain View já tinha revelado que estava a trabalhar com a Samsung, e com parceiros como a Gentle Monster e a Warby Parker, no desenvolvimento de uma nova geração de óculos inteligentes.
Nota de redação: A notícia foi atualizada com mais informação. (Última atualização: 15h39)
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