A mulher, estrangeira de 40 anos, abordava as vítimas através das redes sociais e mantinha com elas conversas online até ganhar a sua confiança. Depois, convidava-as a partilhar conteúdos íntimos, imagens ou vídeos, ou a fazer videochamadas de teor sexual.
Já na posse dos conteúdos sensíveis, exigia às vítimas o pagamento de determinadas quantias monetárias, caso contrário divulgaria as fotos ou vídeos junto de familiares, amigos e contactos profissionais dos visados.
A investigação, a cargo da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), apurou que a suspeita, alvo de vários inquéritos relacionados com este tipo de crimes, é a titular de contas bancárias para onde foram transferidas as quantias extorquidas às vítimas, usufruindo de parte desses montantes em proveito próprio. Só por uma das contas, adianta a PJ, terão passado mais de meio milhão de euros.
A mulher foi detida quando chegava a Lisboa proveniente de um país fora do Espaço Schengen. Está fortemente indiciada dos crimes de burla, extorsão e branqueamento de capitais. Vai ser apresentada ainda esta terça-feira a primeiro interrogatório judicial.