A esquadra de Belém deve ficar a menos de 100 metros da porta principal da Presidência da República, existindo entre as duas uma dependência dos CTT, embora se ‘encontrem’ nas traseiras. Ao lado da esquadra, a menos de cinco metros, fica o restaurante ‘Belém 2 a 8’, que não tem grades, pois sempre contou com o policiamento de proximidade. Como a esquadra de Belém, à semelhança de outras cinco de Lisboa, encerrou para obras, no dia 15 do corrente mês, o restaurante ficou sem ‘proteção’, sendo assaltado na noite de 19 para 20, como confirmou ao SOL, fonte oficial da PSP.

A direção nacional questionada sobre o policiamento da zona da Presidência da República explica que «a área continua sob responsabilidade da própria 26.ª Esquadra e da 4.ª Divisão Policial do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP. Não houve transferência da responsabilidade territorial para outra esquadra, nem qualquer interrupção do policiamento. O que ocorreu foi a deslocalização temporária dos efetivos e do respetivo Comando da Esquadra para a sede da 4.ª Divisão Policial, por forma a permitir a desocupação integral do edifício e a realização dos trabalhos». A PSP explica que, durante o encerramento da esquadra, «o patrulhamento apeado e automóvel, incluindo nas áreas de especial sensibilidade institucional, o policiamento de proximidade, a resposta a ocorrências e a realização de operações policiais continuam a ser assegurados normalmente. A única alteração prende-se com o local a partir do qual os meios são concentrados e organizados».

No entanto, o nosso jornal sabe que o policiamento foi reforçado, «pois não é suposto um espaço comercial ao lado da Presidência da República ser assaltado», como explica fonte da instituição. O SOL sabe também que já há um suspeito que está a ser investigado.

Recorde-se que um contrato entre a Câmara de Lisboa, a secretaria-geral do MAI e a PSP prevê obras profundas em seis esquadras em que «em várias destas infraestruturas acumulam-se, há anos, problemas de infiltrações, humidade, ventilação deficiente, desgaste de balneários, instalações sanitárias e áreas de trabalho, bem como outras limitações que afetam as condições em que os polícias exercem funções e os cidadãos são recebidos».