Imagem: BAE Systems
A campanha para substituir os caças Hawk, já considerados obsoletos pela Força Aérea Real (RAF), avançou mais um passo com a assinatura de um acordo de parceria entre a BAE Systems, a Boeing e a Saab. O documento formaliza a cooperação iniciada em 2025 para oferecer o Boeing T-7 como o futuro sistema de treinamento avançado do Reino Unido.
Além de consolidar a colaboração entre as empresas, o novo acordo transforma o Memorando de Entendimento (MoU) anterior em uma parceria industrial mais robusta, prevendo a instalação de uma linha de montagem final e integração da aeronave em território britânico, informou o Aviacionline.
O entendimento também reforça o componente industrial da proposta ao prometer a criação de centenas de empregos altamente qualificados e o desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos nacional capaz de sustentar o programa durante todo o seu ciclo de vida.
Segundo as empresas, a iniciativa busca garantir que o Reino Unido preserve a autonomia no treinamento de seus pilotos de caça, em linha com as prioridades estabelecidas no recente Plano de Investimento em Defesa.
A proposta também pretende oferecer um ecossistema completo de treinamento, adaptado às necessidades da futura aviação de combate britânica. O sistema baseado no T-7 combina treinamento em voo com recursos avançados de simulação e foi desenvolvido para preparar pilotos para operar o Eurofighter Typhoon, o F-35 e, futuramente, as aeronaves de sexta geração previstas no programa GCAP.
O anúncio também coincide com um momento importante para o desenvolvimento do T-7. A Boeing informou que o treinador segue em campanha de testes de voo junto à Força Aérea dos Estados Unidos e que, no fim de abril, o programa alcançou o chamado Marco C, etapa que autorizou o início da Produção Inicial em Baixa Escala (LRIP, na sigla em inglês). A autorização é considerada um indicativo da confiança do Pentágono na maturidade do projeto.
A forte participação da indústria britânica deve se tornar um dos principais diferenciais da proposta frente aos concorrentes. Desde a assinatura do memorando de entendimento, em novembro de 2025, as empresas vêm avaliando possíveis locais para instalar a futura fábrica de montagem final, além de identificar fornecedores locais que possam integrar a cadeia de produção, com o objetivo de ampliar os benefícios econômicos para o Reino Unido.
A disputa pelo contrato, no entanto, permanece aberta. O Leonardo M-346 é apontado como um dos principais concorrentes do T-7, enquanto outras aeronaves, como o KAI T-50, também podem disputar espaço na seleção.
Já a britânica Aeralis, que pretendia concorrer com um treinador modular desenvolvido no país, entrou em processo de insolvência em maio deste ano após ficar sem financiamento, colocando em dúvida sua capacidade de permanecer na disputa caso não obtenha novos investidores.
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