Por Pedro Zambarda, editor-chefe, com material de Ricardo Urbano, desenvolvedor.
Além das demissões em massa na Microsoft, que vão ser bem exploradas em Videogame Crash 2, a Sony decidir acabar com a mídia física, os discos, gerou um protesto geral na indústria dos videogames. Da cena de retrogaming até historiadores que querem preservar a memória, ninguém gostou disso.
E a Retrocon, que rolou de 24 e 26 de julho de 2026, é um evento de resistência. Muito além da atração da AbleGamers, por inclusão, ou mesmo o lançamento de jogos indie brasileiros com o pessoal do Flow Games. Desenvolvedores em contato com Ricardo Urbano contaram que a reunião vai além dos nostálgicos e de quem é colecionador.

Conversamos com Swami Abdalla sobre seu game baseado na experiência no Saara Ocidental, além da BUG (Big Uncle Games), Gixer, Fogo Games (que está lançando Superkid X1), The Sintonia Chronicles (que venceu a Headscon, evento que se destacou no norte do Brasil e eles ganharam na edição do Espírito Santo, no sudeste), Kid Racers.
Há títulos que foram desenvolvidos, nesses anos, para aparelhos antigos como Mega Drive, um clássico bem-sucedido no Brasil da SEGA, e o Saturn.
Com o avanço das big techs em limitar o acesso e tornar a compra de jogos em um mero aluguel de licenças virtuais, o consumo retrô e de mídia física virou resistência.
Em tempos do vídeo equivocado do YouTuber Anderson Gaveta, a comunidade gamer se reúne em torno de temas independentes de jogos, consoles que são até artigo de colecionador e a vontade de contar a história do entretenimento eletrônico.
Existe um interesse comercial em tirar esse controle do desenvolvedor ou do consumidor, sobretudo das cadeias de distribuição. No entanto, essas pessoas resistem para contar suas histórias.
E a mágica da Retrocon é essa.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.