A Galp terminou os primeiros seis meses do ano com um lucro de 812 milhões de euros, um valor que representa uma subida de 44% face a igual período do ano anterior.
Os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações por custo de substituição (RCA EBITDA) foram de 2.216 milhões de euros entre janeiro e junho, um salto de 47% em comparação com o primeiro semestre do ano passado. O custo de substituição é uma métrica usada pelas petrolíferas para eliminar efeitos que possam distorcer os resultados operacionais.
O EBITDA no “upstream” – referente à produção e extração de petróleo e gás natural – deu um salto de 76% no primeiro semestre, atingindo os 1.384 milhões de euros, contra os 788 milhões registados há um ano. Já no “midstream” – transporte, armazenamento e processamento de crude e gás natural – o EBITDA cresceu 22% para os 656 milhões. Já na comercialização para clientes finais o EBITDA cresceu 21% para 197 milhões de euros. A categoria das renováveis vê uma queda no EBITDA, de 19 milhões para nove milhões de euros, numa quebra homóloga de 52% – a Galp que esta segunda-feira anunciou a aquisição de 15 parques eólicos à Acciona em Espanha por 420 milhões de euros.
O fluxo de caixa operacional ajustado aumentou 83% nos primeiros seis meses do ano para 1.789 milhões de euros. Regista-se ainda uma redução da dívida, em 3%, para os 1.379 milhões.
Olhando para os resultados do segundo trimestre, os lucros foram de 540 milhões de euros, mais 45% do que em igual período do ano passado. Já o RCA EBITDA situou-se nos 1.272 milhões, um aumento de 52%, sobretudo graças ao crescimento no “upstream” (73%) e “midstream” (43%). No primeiro trimestre do ano os lucros já tinham crescido 41%.
“A Galp apresentou mais um trimestre de forte desempenho operacional e financeiro. (…) A robusta geração de caixa durante o primeiro semestre reforça a nossa confiança nas perspetivas para 2026, refletida na revisão em alta das nossas projeções”, escrevem os presidentes executivos da petrolífera, Maria João Carioca e João Marques da Silva, no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
No “short term outlook” para o que resta de 2026, a Galp antecipa agora uma margem de refinação de 13 dólares por barril, contra os 5,5 dólares anteriormente projetados.
(Notícia atualizada às 07:47 horas com mais informação)