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O diretor de assuntos públicos e proteção ao consumidor da Nigerian Civil Aviation Authority (NCAA), Michael Achimugu, publicou em 23 de julho mensagens nas redes sociais criticando duramente a Royal Air Maroc (RAM) por falhas recorrentes na gestão de bagagens, atendimento a passageiros e resolução de reclamações de viajantes nigerianos. Ele alertou que a NCAA pode solicitar a suspensão dos voos da companhia no país.
Achimugu lembrou que a RAM já havia sido sancionada em 2025 por violações aos direitos do consumidor e afirmou que a situação não melhorou, criticando ainda a ausência da empresa em reuniões da autoridade reguladora.
Ele destacou que o relacionamento privilegiado entre Marrocos e Nigéria não deve ser tomado como garantido pela RAM, mencionando uma resposta considerada desrespeitosa do chefe da RAM na Nigéria, Ahmed Boussouf.
Embora a disputa não seja inédita, a reação atual ganhou intensidade, com críticas personalizadas e divulgação de conversas privadas, algo sem precedentes na relação entre a NCAA e a companhia aérea.
Curiosamente, em sua mensagem, Achimugu citou três alternativas para os passageiros nigerianos: EgyptAir, Ethiopian Airlines e Air Algérie. Enquanto as duas primeiras possuem ampla rede africana, a menção à Air Algérie chamou atenção da imprensa marroquina, pois a companhia argelina opera apenas um voo semanal entre Argel e Abuja desde abril de 2025, enquanto a RAM mantém três voos diários para a Nigéria, com clientela majoritariamente nigeriana.
A imprensa marroquina interpreta a referência à Air Algérie como possível manobra de Argel para frear o avanço diplomático e econômico de Marrocos na África, em meio a tensões históricas entre os dois países do Magrebe.