
Praia do Magoito, Sintra
Pequenos aglomerados escuros, de composição e origem ainda desconhecidas, foram encontrados em praias de Torres Vedras, Mafra, Sintra e Cascais. As autoridades recomendam aos banhistas que não lhes toquem e que comuniquem qualquer avistamento aos nadadores-salvadores ou às capitanias.
Segundo a Câmara Municipal de Torres Vedras, foram observados nas praias da autarquia “pequenos aglomerados macroscópicos de partículas inorgânicas, de cor escura”, por vezes misturados com algas, que podem surgir na areia ou na água.
A autarquia divulgou o aviso na sexta-feira, depois de as partículas terem aparecido em algumas praias daquele concelho e de Mafra. Foram posteriormente divulgados avisos relativos a praias de Sintra e Cascais.
O aviso do município não identificou as praias afetadas nos concelhos de Torres Vedras e Mafra.
Em Cascais, o aviso municipal identifica a Praia da Cresmina. Em Sintra, as autoridades alertaram para a presença destas partículas em praias do concelho, sem divulgarem uma lista completa dos locais afetados.
A situação está a ser acompanhada pelas capitanias dos portos de Peniche e Cascais, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), pelas autoridades de saúde e pelos municípios de Torres Vedras e Mafra.
As autoridades pedem à população que não manipule os aglomerados.
Em caso de contacto com a pele, a substância deve ser removida com vaselina ou óleo para bebé e a zona afetada lavada depois com água e sabão.
Não devem ser usados álcool, diluentes ou outros solventes. Se surgir irritação persistente na pele ou nos olhos, ou qualquer outro sintoma, deve ser contactada a Linha SNS 24.
Os avisos consultados não determinam a interdição das praias nem desaconselham os banhos. A recomendação é evitar o contacto direto com as partículas e alertar as entidades presentes no local.
Até ao início desta segunda-feira, não tinham sido divulgados resultados de análises laboratoriais nem uma explicação oficial para o aparecimento do material. Também não foi publicada uma lista completa das praias onde os aglomerados foram detetados.
A origem das partículas permanece por esclarecer.