A Metro Mondego foi alvo de um ataque de ransomware. A empresa, que assegura a operação do metrobus que circula entre Lousã e Coimbra, alerta para a possibilidade de os dados pessoais dos utilizadores de passes personalizados terem sido acedidos e copiados pelos atacantes.

Em comunicado partilhado no seu website, a Metro Mondego avança que o ataque foi detetado no dia 6 de julho. Embora tenha afetado parte dos seus sistemas internos, o incidente não comprometeu a operação do serviço de transporte, indica a Metro Mondego. 

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Segundo a informação partilhada, os procedimentos de resposta a incidentes foram acionados de imediato, com o apoio de peritos externos em cibersegurança, com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), a Comissão Nacional de Proteção de Dados e as autoridades competentes a serem notificadas. 

A Metro Mondego considera que, com base na informação disponível, os atacantes poderão ter copiado informação da empresa, “que pode incluir dados pessoais”. “O grupo responsável pelo ataque reivindicou-o publicamente, alegando estar na posse de informação da empresa e anunciando a intenção de a divulgar”, indica. 

Que dados podem estar em causa?

Uma vez que “ainda não é possível confirmar que dados foram concretamente copiados”, a Metro Mondego decidiu avisar as pessoas potencialmente abrangidas. 

A empresa realça que “os dados de pagamento com cartão bancário não foram afetados”, esclarecendo que “os pagamentos são processados em terminais autónomos, isolados dos sistemas atingidos”. 

Já no que toca aos dados pessoais, pode estar em causa a informação dos titulares de passe personalizado. Como explica, “a compra de bilhetes de transporte não envolve o registo de dados pessoais dos passageiros”. 

Entre a informação que pode estar em causa incluem-se dados de identificação e contacto (como nome, data de nascimento, morada, telefone e fotografia), números de identificação oficiais (NIF e número do documento de identificação apresentado no registo) e dados de utilização do título de transporte.

Na mesma mensagem, a Metro Mondego realça que os avisos também se aplicam aos passes de titulares que sejam menores de idade. A empresa nota ainda que podem estar igualmente em causa os dados (nome, endereço de correio eletrónico e número de telefone) de pessoas que trocaram mensagens com endereços da Metro Mondego, institucionais ou de colaboradores.

Que precauções devem ser tomadas?

Perante o sucedido, a empresa recomenda que os utilizadores estejam atentos a mensagens, emails ou chamadas em seu nome, ou de entidades como bancos e serviços públicos, que peçam dados pessoais, códigos de autenticação ou pagamentos.

Entre as recomendações partilhadas incluem-se ainda não abrir ligações nem anexos de mensagens inesperadas e confirmar, através de contactos oficiais conhecidos, qualquer pedido de alteração de dados bancários ou de pagamento urgente.

É também importante estar atento a contratos, faturas, registos ou correspondência que não reconheça, com a Metro Mondego a recordar que nunca solicita palavras-passe, códigos de autenticação ou dados bancários por telefone, SMS ou email.

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