Imagem via Reddit

A American Airlines enfrenta críticas relacionadas ao estado de conservação de sua frota. Embora os problemas relatados não envolvam segurança operacional, acabam afetando a percepção dos passageiros sobre o padrão de serviço oferecido pela companhia.

Um dos casos mais recentes ocorreu durante um voo internacional entre Nova York e Roma, operado em 23 de julho. Passageiros da cabine Premium Economy de um Boeing 787-9 Dreamliner da empresa enfrentaram problemas após a falha de uma das persianas eletrônicas da aeronave, que tem cerca de oito anos de operação.

Inicialmente, o defeito não chegou a causar grandes transtornos. O voo decolou do Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova York, por volta das 20h30, e, nas primeiras horas da viagem, realizada durante a noite, a ausência de luz externa permitiu que os passageiros descansassem durante o trajeto de aproximadamente sete horas e meia até a Itália.

A situação mudou com o amanhecer. Durante o verão no hemisfério norte, o sol nasce mais cedo, e a rota da aeronave, que seguia em direção ao norte sobre o Atlântico, fez com que a luz invadisse a cabine. Os passageiros perceberam então que uma das janelas com controle eletrônico de luminosidade havia deixado de funcionar.

O funcionamento ocorre por meio de uma corrente elétrica aplicada a um gel especial localizado entre as camadas do vidro. Quando acionado, o sistema deveria escurecer gradualmente a janela. No entanto, no voo da American Airlines, o comando não produziu efeito e o vidro permaneceu transparente.

Com a luz do sol atingindo diretamente a cabine, passageiros que tentavam dormir foram prejudicados. A tripulação tentou solucionar o problema, mas a alternativa encontrada foi improvisar uma cobertura utilizando folhas finas de papel, que nem sequer conseguiam cobrir completamente a janela.

“Vou fazer uma reclamação formal quando sair do voo, mas vamos lá! O que há de errado com um pouco de tecnologia analógica de vez em quando?”, escreveu um dos passageiros afetados em uma publicação no Reddit.

A Boeing reconhece que as janelas eletrocrômicas podem apresentar falhas e, por isso, fornece às empresas aéreas capas adesivas de borracha que podem ser aplicadas temporariamente sobre os vidros defeituosos.

O material pode ser instalado rapidamente e removido posteriormente sem grandes dificuldades. Ainda não está claro por que esse recurso não estava disponível para a tripulação do voo entre Nova York e Roma.

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