Milhares de casas estão sem energia e foram registados vários focos de incêndio depois do abalo

Não é que o Japão não esteja habituado a sismos e a alguns deles bem fortes, mas o abalo de 7,1 na prefeitura de Kumamoto, no sul do país, é um dos piores terramotos do país em termos de consequências, mesmo que o alerta de tsunami tenha sido levantado pouco depois de ser emitido.

Cerca de 50 mil pessoas estão sem eletricidade em casa, há dezenas de feridos confirmados e, no que é ainda uma incerteza, teme-se que várias pessoas tenham morrido num centro comercial que tinha aberto há apenas um mês.

O estrondo foi de tal forma forte que originou uma explosão dentro do edifício, o que causou o colapso parcial da estrutura, deixando no interior várias pessoas que ali estavam a trabalhar.

De acordo com os registos da comunicação social japonesa, serão entre 20 a 30 profissionais. Estão desaparecidos e, segundo as autoridades, teme-se que muitos deles tenham mesmo morrido.

Em declarações aos jornalistas a partir do seu gabinete, a primeira-ministra do Japão lembrou que ainda estão a ser feitas as primeiras avaliações, mas o cenário não é o melhor.

“Já temos a informação de que algumas pessoas ficaram feridas. Cortes de energia e incêndios ocorreram em algumas áreas e também há danos em vias e pontes e o colapso de edifícios”, reiterou Sanae Takaichi, que pediu às pessoas que sigam todas as orientações, até porque um dos perigos são as réplicas.

Foi a pensar nisso que cerca de 300 mil pessoas foram deslocadas, com centenas de soldados destacados para ajudar no resgate.

O pior cenário é mesmo no Aeon Mall, onde a NHK garante que estão dezenas de trabalhadores presos. Muitos terão morrido, admitiram as autoridades, falando sobre um centro comercial que tem 200 lojas, e que ficou irreconhecível, como mostram as imagens.

Numa fábrica de Papel da Nippon em Yatsushiro o cenário é semelhante. Desabou uma chaminé e várias pessoas estão desaparecidas.