Espanha anunciou entretanto que há acordo com Marrocos para “agilizar os trâmites” para deportar os imigrantes ilegais.
Uma decisão do Supremo Tribunal espanhol, proferida no início do mês, concluiu contudo que a Lei da Imigração não permite a aplicação das chamadas “devoluções a quente” aos migrantes que entrem a nado em território espanhol, restringindo-as aos casos de pessoas intercetadas a ultrapassar as barreiras fronteiriças existentes, como vedações. E não é claro se esta decisão teve impacto na atual crise migratória.
O líder da oposição espanhola, Alberto Núñez Feijóo, falou numa “situação crítica” causada pela “avalanche” de migrantes, lamentando que o governo não reconheça o “grave problema de segurança nacional”.
Já o líder do Vox, Santiago Abascal, denunciou uma “invasão”, considerando que Sánchez “é o seu principal instigador e responsável por todas as suas consequências”.
Feijóo e Abascal atribuem a pressão migratória à política de regularização de imigrantes em situação irregular do Governo espanhol. Esta inclui aqueles quetenham entrado em Espanha antes de 1 de janeiro, possam comprovar pelo menos cinco meses de permanência contínua no país e não tenham registo criminal. Até junho já tinham sido recebidas mais de um milhão de candidaturas.
Por seu lado, o governo rejeitou a ligação entre a crise migratória em Ceuta e a visita recente de Sánchez à Argélia. “A relação com Marrocos é excelente e não é de forma alguma afetada pelas boas relações com a Argélia”, disseram fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros à Europa Press, acrescentando que a coordenação em matéria de migração é “muito intensa”.