A Pharol aprovou esta quinta-feira em assembleia-geral de acionistas a nomeação de João Moreira Rato para presidente do conselho de administração da empresa, substituindo Luís Palha da Silva, anunciou a ex-PT SGPS em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).


Contudo, a indicação está ainda pendente de “autorização por parte do Banco Central Europeu, no contexto do cargo de administração atualmente exercido na Caixa Geral de Depósitos, S.A. que até ao momento não foi formalizado”, assinala o comunicado. Moreira Rato está na CGD como vogal não executivo.


Moreira Rato tinha sido já anunciado como a escolha do fundo Davidson Kempner, principal acionista da Pharol através da Travion, para presidir ao conselho de administração da empresa que gere os instrumentos de dívida da Rioforte, com os quais ficou após o colapso do BES/GES.


O gestor de 55 anos foi presidente do IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública) e ocupou também o cargo de “chairman” dos CTT. Lidera atualmente o Instituto Português de Corporate Governance. Após a autorização do BCE, vai substituir Palha da silva, que renunciou ao mandato por “razões pessoais”.  


Os restantes nomes que irão compor a nova administração são Bernardo Amado e Rafaela Figueira, que ocupavam os cargos de CFO e administradora não executiva, respetivamente. Como administrador suplente, foi proposto o gestor João Ferreira Marques.


Num comunicado subsequente à CMVM, a empresa reportou os resultados do primeiro semestre, em que passou a um prejuízo de 1 milhão de euros, contra lucros de 2,1 milhões no mesmo período do ano passado.


A empresa explica o resultado negativo pela “pela ausência de reembolsos fiscais significativos”, pelos quais foi beneficiada no período homólogo”, e “pelo reconhecimento contabilístico de estimativas relativas a remunerações variáveis anuais e plurianuais previstas nas políticas remuneratórias da sociedade”.


O semestre ficou também marcado pelo “reforço da posição jurídica da Pharol no processo Rio Forte, com o reconhecimento judicial da totalidade do crédito reclamado, correspondente ao montante nominal de 897 milhões de euros”, lê-se no comunicado.


Mantém-se assim “a valorização dos instrumentos de dívida em 51,9 milhões de euros, por não existirem desenvolvimentos que justificassem a revisão da estimativa de recuperação”.


A empresa destaca ainda a “posição financeira sólida, com 42,5 milhões de euros em caixa e aplicações financeiras e ausência de endividamento bancário”.    


De saída da liderança da empresa, Palha da Silva refere no comunicado que, durante o semestre, “os acionistas aprovaram a alteração do objeto social da sociedade, conferindo à Pharol maior flexibilidade para avaliar novas oportunidades de investimento, em complemento da gestão ativa dos seus ativos e da defesa dos seus direitos nos processos judiciais em curso”.


*Texto atualizado com resultados da empresa