O Reno16 Pro chegou a Portugal em junho e faz parte da nova família de smartphones da Oppo, que reúne quatro modelos com preços que se ajustam a diferentes carteiras e com um foco nas capacidades de fotografia criativa, bem como na integração de funcionalidades de IA.
Embora a proposta se mantenha próxima daquela que foi apresentada na geração anterior, com algumas funcionalidades “herdadas” do Reno15 Pro, o novo modelo estreia-se no mercado com um preço mais alto.
Mas será que a evolução do Reno16 Pro é suficiente para justificar o aumento no preço? Ao longo dos últimos dias, colocámos o smartphone à prova para perceber se as novidades conseguem fazer a diferença.
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Por fora, o modelo destaca-se pelas dimensões compactas, com um aspecto que, tal como a geração anterior, também faz lembrar o de um iPhone. A versão que testamos, na cor Preto Grafite, é menos arrojada do que aquela que tem o design “holográfico” 3D Pop Planet, mas apresenta-se como uma opção para quem prefere uma tonalidade mais sóbria.
O acabamento mate oferece uma sensação agradável ao toque, embora a superfície acumule algumas marcas de dedos, continuando a ser “sensível” a arranhões.
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O painel traseiro é esculpido a partir de uma única peça de vidro, o que lhe dá um visual mais uniforme, com a moldura fabricada em alumínio a trazer mais robustez. Para uma maior durabilidade, o modelo dispõe de certificações IP68, IP69 e IP69K, de resistência à água e à poeira, e o ecrã inclui tecnologia Splash Touch, que permite utilizá-lo mesmo com as mãos molhadas.
Centrando as nossas atenções no ecrã, a Oppo equipou este modelo com um painel OLED de 6,32 polegadas e taxa de atualização até 144 HZ. Note-se, no entanto, que esta taxa está limitada a certos cenários, e, como explica a marca, só é possível obter estes valores no jogo Mobile Legends: Bang Bang (MLBB).

O ecrã adapta-se rapidamente a diferentes cenários de iluminação e oferece uma resposta rápida, além de uma navegação fluida. Apesar do formato mais compacto, as molduras finas em torno do ecrã ajudam a tornar a experiência de visualização mais imersiva, sobretudo quando se trata de assistir a vídeos.
No capítulo da fotografia, a Oppo mantém, em grande parte, a configuração do modelo lançado no início do ano. Na configuração de câmaras traseiras encontramos um sensor de 200 MP, acompanhado por uma ultragrande angular de 50 MP e por uma teleobjetiva também de 50 MP, com zoom ótico de 3,5x e digital até 120x.

Tal como na geração anterior, a câmara frontal conta com uma lente ultragrande angular de 50 MP que, com um campo de visão de 100°, numa proposta para quem gosta de tirar selfies de grupo ou para quem quer experimentar enquadramentos mais criativos.
A câmara principal destacou-se durante os nossos testes, sobretudo em cenários diurnos e ambientes bem iluminados, tanto pela elevada qualidade das imagens, como pelo bom nível de detalhe captado e pelas tonalidades mais naturais.
A teleobjetiva também merece destaque, em particular pelo desempenho no zoom óptico. Por outro lado, em níveis muito elevados, o zoom digital revela limitações, com uma perda significativa de detalhe.
Além disso, o desempenho do conjunto deixa a desejar quando se trata de captar fotografias em ambientes noturnos ou com pouca iluminação, sobretudo na capacidade de focar e com algumas inconsistências na capacidade de processamento.
Para a fotografia criativa, a Oppo continua a apostar nas funcionalidades alimentadas por IA, com novidades como a Pop Cam, que permite aplicar diferentes estilos inspirados na fotografia analógica a partir da aplicação da câmara.



A aplicação de fotos passa também a integrar o novo espaço que reúne funcionalidades de edição num único local, entre opções como a AI Remix Collage, que combina fotografias e vídeos em composições dinâmicas, e a Popout Collage 2.0, que permite sobrepor diferentes elementos para criar efeitos visuais tridimensionais.
Desempenho eficiente e foco na IA
No interior, o Reno16 Pro está equipado com um processador MediaTek Dimensity 8550 Super, que, embora não seja o chip mais “potente” do mercado, mostra a sua eficiência e rapidez para as exigências do quotidiano.
Entre redes sociais, fotos, vídeos, edição de imagens, chamadas e diversas aplicações, o desempenho manteve-se estável durante os nossos testes. A pensar nos gamers, a mais recente versão do motor AI HyperBoost, promete otimizar as sessões de jogo, para um desempenho mais rápido.
Equipado com a mais recente versão do ColorOS 16, o Reno16 Pro tem suporte a seis anos de atualizações do sistema operativo. A Oppo continua a reforçar o leque de ferramentas de IA com funcionalidades como o AI Mind Space, que agora pode ser usado com um toque no botão Snap Key, ou o AI Mind Pilot.
Incluídas estão também opções para organização de conteúdos captados no ecrã e gestão de despesas à ajuda em tarefas mais complexas e tradução de menus em línguas estrangeiras, presentes em modelos como o Find X9 Ultra.



Embora a versão chinesa do Reno16 Pro conte com uma bateria de 6.700 mAh, na versão que chega a Portugal a capacidade desce para 6.000 mAh, um valor inferior aos 6.200 mAh do modelo anterior. Apesar da redução, o smartphone conseguiu ter energia para enfrentar um dia de utilização intensiva sem grandes dificuldades.
No entanto, tendo em conta o foco deste modelo na criação de conteúdo, que tende a exigir tipicamente mais bateria, quem passa várias horas a gravar vídeos, a editar fotografias e a tratar de partilhas nas redes sociais pode sentir falta de alguma autonomia adicional.
O smartphone suporta carregamento rápido SUPERVOOC de 80W, que promete levar a bateria até aos 100% em 56 minutos. Mas, sem um carregador compatível, que é vendido separadamente, o tempo de espera é bem superior a uma hora.
Recorde-se que, em Portugal, o Reno16 Pro está disponível (com uma configuração de RAM/armazenamento interno de 12/512 GB) por um preço de 1.099 euros.
Embora a Oppo tenha lançado uma campanha promocional, válida até 2 de agosto, que inclui a oferta do IVA na compra, o preço continua a ser um dos aspetos mais difíceis de ignorar, sobretudo quando o comparamos com o Reno15 Pro, que chegou ao mercado com um preço de 894 euros.
Por este valor, a Oppo entra num território onde a concorrência é muito mais forte e, nesse sentido, as novidades que chegam a esta geração acabam por saber a pouco.
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