As investigações continuam na Grécia depois de o corpo de uma mulher nascida em Edimburgo ter sido encontrado dentro de uma mala num edifício devoluto na capital grega.

A identificação de Elisabeth Jane Ross, de 38 anos, foi divulgada pela comunicação social depois de o seu corpo ter sido encontrado dentro da mala, no bairro de Kypseli, em Atenas, no início do mês. Segundo o Edinburgh News, Ross terá nascido em Edimburgo, em fevereiro de 1988.

A descoberta e o início da investigação

O corpo de Ross foi encontrado no sábado, dia 18 de julho, dentro de uma mala. A descoberta foi feita por um homem sem abrigo, num edifício abandonado no bairro de Kypseli.

A causa da morte ainda não foi determinada. A identificação da vítima só foi possível depois de a Interpol, com base nos Estados Unidos, ter analisado dados de impressões digitais. De acordo com a estação pública grega ERT, Ross trabalhou nos Estados Unidos, país onde é obrigatório que os cidadãos estrangeiros forneçam dados biométricos e impressões digitais à entrada e à saída do território.

As autoridades gregas contactaram as congéneres estrangeiras depois de repararem que a vítima usava um calção com o emblema de uma universidade francesa.

Um porta-voz da polícia grega afirmou à BBC: “Aguardamos os resultados dos testes toxicológicos para determinar a causa da morte e apurar se houve crime, uma vez que isso não ficou esclarecido no exame inicial ao corpo.”

Os últimos dias antes da morte

A polícia local continua a reconstituir os últimos dias de Ross e os seus movimentos antes da morte. Segundo o Edinburgh News, a vítima terá chegado à Grécia cerca de duas semanas antes de ter sido encontrada sem vida, havendo relatos contraditórios sobre se a viagem foi feita a partir de Chipre ou de Edimburgo.

De acordo com a ERT, Ross esteve hospedada com amigos em Keratsini, na área urbana de Atenas, à chegada ao país. A investigação apurou até agora que a vítima permaneceu nessa casa até dia 15 de julho, data em que terá informado os anfitriões de que iria mudar-se para o bairro de Kypseli, para ficar em casa de amigos norte-americanos, sem deixar, no entanto, qualquer morada concreta.

Três dias depois, o corpo foi encontrado dentro da mala, no edifício abandonado da rua Evelpidon.

A polícia está agora a analisar informações das companhias aéreas para apurar se Ross viajou sozinha, além de verificar registos de alojamento locais em busca de reservas em seu nome.

O homem sem abrigo que encontrou a mala garantiu à polícia que esta não estava no edifício no dia anterior à descoberta, o que leva as autoridades a acreditar que o corpo poderá ter sido colocado no local já de madrugada, no dia 18 de julho.

Os peritos médicos acreditavam inicialmente que a vítima estaria morta há cerca de cinco a sete dias antes de ser encontrada, tendo em conta o estado de decomposição do corpo, mas esse período poderá ter sido influenciado pelas temperaturas elevadas registadas na região.

O telemóvel que continuou ativo

Há ainda relatos de que o telemóvel de Ross se manteve ligado à rede e a ser utilizado mesmo depois de ter sido anunciada a descoberta do corpo.

Um agente da polícia grega afirmou ao Daily Mail: “O telemóvel estava a ser usado. Foram até enviadas mensagens, aparentemente com o objetivo de fazer crer que ela ainda estava viva.”

Segundo a ERT, o pai de Ross terá comunicado à polícia escocesa que um desconhecido lhe enviou mensagens fazendo-se passar pela filha, numa tentativa de evitar que a família apresentasse uma participação de desaparecimento.