À medida que os incêndios florestais continuam a afetar várias regiões da Europa, um nova ferramenta, que usa dados dos satélites Copernicus, permite acompanhar, em tempo real, a evolução dos fogos, a propagação do fumo e as emissões de carbono.
Chama-se Fire Emissions Watch e é uma nova aplicação desenvolvida pelo Serviço de Monitorização da Atmosfera do programa Copernicus (CAMS) que permite acompanhar, analisar e partilhar dados sobre as emissões provocadas por incêndios em todo o mundo.
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Como explica o CAMS, o lançamento surge numa altura em que grandes incêndios florestais continuam a afetar várias regiões da Europa Ocidental, obrigando centenas de milhares de pessoas a abandonar as suas casas e expondo milhões a níveis perigosos de poluição atmosférica.
Segundo os mais recentes dados da entidade, desde o final de junho que 2026 está a tornar-se um dos anos mais severos de que há registo em várias regiões da Europa. Em França, por exemplo, o volume de emissões provocadas pelos incêndios já ultrapassou o recorde registado em 2022.

O país atravessou o pior mês de julho de que há registo em termos de emissões de carbono associadas a incêndios florestais, com o valor acumulado a atingir 0,89 megatoneladas. Por comparação, o anterior máximo, registado em 2022, era de 0,64 megatoneladas.
Além de França, a nova ferramenta do CAMS permite acompanhar estes fenómenos em Espanha e noutras regiões do planeta através de dados diários, mensais e acumulados.
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A Fire Emissions Watch permite visualizar a propagação do fumo, bem como a comparação da atividade dos incêndios entre países e a reprodução cronológica dos eventos. A ferramenta dá também aos utilizadores a possibilidade de analisar a informação em diferentes escalas, e de descarregarem gráficos e imagens.
À escala global, a plataforma destaca os países com maiores níveis de emissões durante determinados períodos. Por exemplo, em julho deste ano o Canadá foi o principal responsável pelas emissões associadas a incêndios, com milhares de fogos ativos que contribuíram para a propagação de fumo através do Ártico canadiano, da América do Norte e do Atlântico Norte, avança o CAMS
É também possível voltar atrás no tempo para analisar episódios históricos, como a onda de calor europeia de 2003, os incêndios na Amazónia em 2019, a época recorde de incêndios no Canadá em 2023 e vários episódios registados no extremo oriental da Rússia.

Para reunir a informação apresentada, a Fire Emissions Watch recorre a dados recolhidos pelos satélites Copernicus, que permitem identificar incêndios e estimar as emissões resultantes.
A partir desses dados, os investigadores conseguem acompanhar a propagação do fumo e perceber de que forma a qualidade do ar é afetada. As emissões de carbono são utilizadas como um indicador da presença de outros poluentes libertados pelos incêndios.
Segundo o CAMS, as melhorias introduzidas nos sistemas de processamento e armazenamento de dados permitiram tornar a plataforma mais rápida, intuitiva e fácil de utilizar.
A Fire Emissions Watch está disponível gratuitamente e não precisa de criar uma conta para aceder aos dados.
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