Todo mundo sabe que, de vez em quando, a disfunção erétil faz parte da vida sexual de muitos homens — já que ansiedade, estresse, consumo de álcool e até problemas no relacionamento podem atrapalhar o desempenho em momento específicos. O alerta, porém, surge quando a dificuldade deixa de ser ocasional e passa a se repetir, comprometendo a sexualidade e a autoestima.

Em entrevista à coluna, o urologista Wagner Koko destaca que a ajuda deve ser procurada justamente nesse momento, em vez de recorrer a soluções “milagrosas” da internet. “É frequente encontrar homens usando medicamentos sem orientação, comprando suplementos com promessas milagrosas ou seguindo dicas de influenciadores que não têm respaldo”, orienta.

Disfunção erétil não deve ser subestimada e exige atenção, diz médico - destaque galeria

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Vale ressaltar, segundo o especialista, que a disfunção erétil vai muito além de manter uma ereção. Em muitas circunstâncias, ela pode ser o primeiro sinal de que existe algum problema de saúde que ainda não foi identificado.

Buscar ajuda muda tudo

Acerca do tratamento, Koko reforça que, embora medicamentos para ereção sejam bastante conhecidos, eles não resolvem todos os casos. Por conta disso, antes de definir qualquer medida, ele explica que é preciso descobrir a origem da questão.

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“Muita gente acha que se resolve apenas com um comprimido, mas a verdade é que ela costuma ser um sinal de que alguma coisa não está funcionando”, alerta.

Foto colorida de mulher consolando homemMuitos se cobram pelo desempenho perfeito e acabam caindo na disfunção

A investigação, portanto, começa no consultório, com a avaliação do histórico do paciente, doenças já existentes, medicamentos em uso e hábitos de vida. Dependendo da situação, também podem ser solicitados exames de sangue para verificar glicemia, colesterol, testosterona e outros hormônios, além do doppler peniano — exame que avalia a circulação sanguínea do órgão.

O tratamento

Quando a causa é identificada, o tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos, reposição hormonal, terapias injetáveis, dispositivos a vácuo, prótese peniana e, em situações específicas, terapias regenerativas, como as ondas de choque de baixa intensidade. A indicação, porém, varia de acordo com cada paciente.

Existem uma série de tratamentos para a disfunção erétil

Por último, Wagner lembra que nem toda dificuldade de ereção tem origem física.

Ansiedade de desempenho, medo de falhar, baixa autoestima e estresse também podem desencadear ou manter a disfunção e, por isso, o acompanhamento psicológico também é essencial. “Não existe fórmula mágica. Existe diagnóstico, acompanhamento e um tratamento planejado para cada paciente”, conclui.