“A margem sul foi sempre uma pérola“, refere. Mas foi sobretudo a saturação do mercado imobiliário em Lisboa que acabou por torná-la uma solução viável para quem trabalha em Lisboa e não quer a agitação da capital para viver, ou não tem poder de compra para adquirir uma casa aos preços aí praticados.
Ao interesse dos investidores junta-se o movimento migratório fruto de guerras, crises económicas e que Isabel Dias Rodrigues considera não poder ser excluído desta equação. “Foi preciso alojar todas estas pessoas, o que cria uma enorme pressão no mercado imobiliário”, garante.
“Tivemos então a entrada de outros investidores, com menos capacidade económica, mas que compraram apartamentos t2, ou t3 com o intuito de os colocar no mercado de arrendamento”, refere a CEO da Meca Construções — assinalando a preferência financeira de quem compra em arrendar as unidades quarto a quarto.
O que é um fogo habitacional?
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É uma parte ou totalidade de um edifício dotada de acesso independente e constituída por um ou mais compartimentos destinados à habitação e por espaços privativos complementares.
Metainformação do Instituto Nacional de Estatística (INE)
Sofia Martins, diretora da Remax Almada, destaca ao Observador o facto de os preços da habitação “no centro de Lisboa e mesmo nas zonas periféricas de Lisboa norte” terem aumentado, contrastando com a hipótese de, em Almada, “ainda ser possível garantir uma boa relação de qualidade-preço dos imóveis“.
“Por outro lado, depois da pandemia [da Covid-19], o que reparámos foi que as pessoas procuravam casas com mais espaço exterior, em zonas que estivessem mais perto da natureza e perto da praia e isso acabou por influenciar a procura no nosso concelho, conseguimos ter mais qualidade de vida, conseguimos ter acesso a casas maiores e a uma zona de moradias bastante grande, com espaço exterior e isso aumentou muito a nossa procura por habitação”, descreve ainda.