Foto por Clément Alloing

Um piloto da Malaysia Airlines foi detido pelas autoridades indonésias no Aeroporto Internacional Soekarno-Hatta, em Jacarta, acusado de tentar traficar uma grande quantidade de drogas ilícitas.

Segundo a polícia local, o piloto, de 39 anos, foi preso após desembarcar do voo MH-727, que partiu de Kuala Lumpur para a capital indonésia, no dia 29 de julho.

As investigações apontam que o suspeito estaria transportando mais de 70 mil comprimidos de ecstasy, totalizando cerca de 25 quilos, com valor estimado em aproximadamente 60 bilhões de rúpias indonésias. Até o momento, as autoridades não confirmaram se foram formalizadas acusações criminais contra o piloto, e o caso permanece sob investigação.

Em comunicado oficial à agência de notícias malásia Bernama, a Malaysia Airlines afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades indonésias e que abriu uma revisão interna para apurar o incidente. A companhia ressaltou que não tolera qualquer tipo de conduta inadequada de seus funcionários, mas não comentou detalhes adicionais enquanto as investigações estiverem em andamento.

A Autoridade de Aviação Civil da Malásia (CAAM) também está acompanhando o caso e conduzindo apurações para identificar possíveis falhas regulatórias ou de segurança que possam ter permitido a saída do piloto do país sob essas circunstâncias.

O diretor executivo da CAAM, Datuk Captain Norazman Mahmud, informou que medidas imediatas estão sendo implementadas para reforçar a fiscalização nos processos de triagem de bagagens e procedimentos de segurança, incluindo os relativos à tripulação de voo.

A Indonésia possui algumas das leis antidrogas mais rigorosas do mundo, com penas severas para crimes relacionados ao tráfico. A expectativa é de que as autoridades locais prossigam com as investigações para definir os próximos passos legais.