A recente incorporação da vacina pneumogocócica conjugada 20-valente (Pneumo 20) ao Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou a proteção infantil contra a bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por causar doenças graves como pneumonia, meningite e sepse, enfermidades que atingem principalmente bebês e crianças menores de cinco anos.
O imunizante substitui versões anteriores e amplia o combate aos sorotipos da bactéria. No entanto, o esquema de doses varia entre a rede pública e a rede privada:
- No SUS: O calendário prevê duas aplicações, a primeira aos 2 meses e a segunda aos 12 meses de idade. Após o primeiro ano, a vacina segue disponível em dose única na rede pública até os 5 anos.
- Na rede privada: O protocolo recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) contempla quatro aplicações: aos 2, 4 e 6 meses de vida, além de uma dose de reforço aos 12 meses. Na rede particular, não há limite de idade para a vacinação.
De acordo com a médica Ana Eliza Garcia, diretora-técnica da clínica Amivi, pais que optarem por seguir o protocolo ampliado podem complementar as doses do SUS na rede privada, mediante orientação médica. “Manter o calendário atualizado é essencial para garantir o desenvolvimento da imunidade nos primeiros meses e evitar complicações graves”, destaca a médica.
Desafios de adesão
Apesar da ampliação da oferta no SUS, pesquisas indicam que cerca de seis em cada dez mães brasileiras já atrasaram ou deixaram de aplicar vacinas nos filhos. Entre os principais motivos apontados estão a falta de tempo da rotina familiar, dificuldades de deslocamento até os postos de saúde, perda da carteirinha de vacinação e dúvidas sobre as datas das doses.
Especialistas ressaltam a importância de acompanhar com atenção o cartão de vacina da criança para garantir o cumprimento dos prazos recomendados.