A campanha “A Anatomia Da Desculpa” sensibiliza para o cancro do pulmão e para o grande desafio do “Tempo” associado ao diagnóstico precoce, o qual muda, efetivamente, o fim da história. Passa por Monte Gordo e Zona Ribeirinha do Alvor.

Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão e a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) associam-se numa campanha de sensibilização “A Anatomia da Desculpa” que alerta para as desculpas comumente associadas aos sintomas do cancro do pulmão e para a “regra das 3 semanas”, ou seja, se o sintoma persiste mais do que este tempo é preciso ir ao médico.

A campanha “A Anatomia da Desculpa” vai estar na rua de 3 a 31 de agosto, no ambiente digital, à distância de um clique nas redes sociais, e em esplanadas da Costa da Caparica, Monte Gordo e Zona Ribeirinha do Alvor.

“Achei que era uma alergia”, “Achei que era uma gripe malcurada”, “Achei que era do stress”, são algumas das desculpas que, por estarem associadas a sintomas como tosse constante, infeção respiratória prolongada, ansiedade e cansaço extremo, respetivamente, integram a campanha “A Anatomia da Desculpa”. Esta campanha alerta para a necessidade de doentes, e famílias, não descurarem o que podem ser sintomas do cancro do pulmão e para a sua persistência por mais de três semanas exigir a ida ao médico.

De forma descomplicada, a campanha “A Anatomia da Desculpa” recorre apenas a frases, simples e diretas, que fazem alusão a alguns dos sintomas do cancro do pulmão como falta de energia ou cansaço constante, desconforto no peito, infeções respiratórias recorrentes, entre outros, associados a uma palete de cores que segmenta as desculpas vs sintomas em: a desculpa ambiental (o externo), a desculpa mecânica (o estilo de vida), a desculpa da inércia (o tempo).

Para a desculpa ambiental foi escolhido o azul, por representar a atmosfera, o ar exterior e por ser uma cor que remete para a patologia respiratória clássica.

O ocre dá cor às desculpas mecânicas, por ser uma cor que transmite opressão, calor interno e esforço, ou seja, associou-se às desculpas que o doente atribui às suas rotinas e estilo de vida simbolizando a sensação de cansaço e de peito asfixiado que o doente sente.

O verde, por ser a cor biológica do oxigénio, da regeneração celular, foi associado às desculpas da inércia, ou seja, do tempo, uma vez que o doente assume o sofrimento como algo que faz parta da vida ou do envelhecimento.

Na opinião de Dra. Isabel Magalhães, presidente da Pulmonale, “falar sobre o que podem ser sintomas do cancro do pulmão ajuda a população a identificare alguns dos sinais que podem sentir e a atribuírem-lhes a devida atenção. Com informalidade é possível tornar a mensagem mais eficaz, possibilitando uma maior tomada de consciência para a importância do diagnóstico precoce.”

O cancro do pulmão é a doença oncológica com maior mortalidade em Portugal e a nível mundial. Em 2020, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o cancro do pulmão causou 1,8 milhões de mortes no mundo, cerca de 18% das mortes por cancro. Em Portugal, morrem 13 pessoas por dia devido a este cancro, 4.797 por ano.

“A Anatomia da Desculpa” é uma campanha desenvolvida pela Daiichi Sankyo em colaboração com a SPP e a Pulmonale.