A partir de 10 de agosto, todas as embalagens de bebidas de utilização única colocadas no mercado português passam a ter de integrar obrigatoriamente o sistema Volta, deixando de poder ser comercializadas embalagens que não façam parte deste regime de depósito e reembolso.
A medida marca o fim do período de transição que esteve em vigor desde 10 de abril.
Na prática, garrafas de plástico e latas até três litros passam a exibir o símbolo Volta e implicam o pagamento de um depósito de 10 cêntimos, valor que é devolvido ao consumidor quando a embalagem é entregue num ponto de recolha autorizado. As embalagens sem este símbolo deixam de poder ser colocadas à venda.
Como funciona o sistema?
Ao comprar uma bebida abrangida pelo sistema, o consumidor paga um depósito adicional de 0,10 euros por embalagem.
Depois de consumido o produto, basta devolver a embalagem num dos milhares de pontos de recolha existentes para recuperar esse valor.
O reembolso pode ser efetuado através de:
- Dinheiro.
- Vale de desconto.
- Crédito em cartão de fidelização ou solução digital.
- Doação a instituições de solidariedade.
O que muda a partir de 10 de agosto?
Durante os primeiros quatro meses de funcionamento do sistema coexistiram embalagens com e sem o símbolo Volta, permitindo aos produtores escoar os stocks existentes.
Com o fim deste período de adaptação, todas as novas embalagens colocadas no mercado têm obrigatoriamente de integrar o sistema, sendo proibida a venda de bebidas em embalagens de utilização única que não cumpram estas regras.
Mais de 10 milhões de embalagens já foram devolvidas
O sistema Volta já demonstra uma adesão significativa por parte dos consumidores. Nos primeiros dois meses de funcionamento foram devolvidas mais de 10 milhões de embalagens, através de uma rede com cerca de 2.500 pontos de recolha distribuídos por Portugal Continental, Açores e Madeira.
A meta definida pelas autoridades é ambiciosa: atingir uma taxa de recolha de 90% das embalagens abrangidas até 2029, cumprindo assim os objetivos ambientais definidos pela União Europeia.


