Matéria atualizada às 22h50

As Prefeituras de Santo André e São Bernardo investigam novos casos de sarampo nas cidades. Uma ocorrência suspeita foi notificada no município andreense, vinculada a um paciente de 56 anos, e outra foi no território são-bernardense, que estão sendo apuradas pelas Vigilâncias Epidemiológicas. 

Nesta segunda-feira (3), Santo André havia anunciado que tinha outra notificação em investigação, de uma criança de 5 anos, mas foi descartada no fim da tarde. As outras cinco cidades do Grande ABC informaram que, no momento, não há casos em investigação. Desde o início do ano, Diadema descartou três notificações suspeitas, Mauá seis e Ribeirão Pires dois.

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Ao todo, o Estado possui 16 confirmações da doença, sendo duas em São Bernardo, uma em Guarulhos e 13 na Capital. “Os casos confirmados foram importados de São Paulo, cujos pacientes já se recuperaram e não transmitem mais a doença. A Vigilância Epidemiológica investiga uma ocorrência suspeita, não comunicante com os registros iniciais”, comunicou a Prefeitura de São Bernardo.

No dia 28 de julho, o Ministério da Saúde recomendou a ampliação da oferta da vacina contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos nas cidades que tiveram confirmação.

Ao Diário, o secretário de Saúde de Santo André, Diego Cabral, confirmou a investigação. “Seguimos todos os protocolos do Ministério da Saúde e da Secretaria do Estado. Toda nossa rede está protocolizada para qualquer eventualidade. Encaminhamos ao Instituto Adolfo Lutz, que faz as análises desses casos. Um já foi descartado e outro segue em análise. Assim que tiver uma resposta, comunicaremos a todos”, falou.

Ainda de acordo com o gestor, o momento está longe de indicar um surto na cidade, ainda mais que nenhum registro foi confirmado. Contudo, o cenário merece atenção para a vacinação. “É época de se falar em imunização, precisamos ampliar a cobertura vacinal para todas as idades. Embora Santo André não tenha nenhum caso confirmado, o cuidado é garantir o abastecimento para todos, ainda mais que sabemos que teve ocorrências na cidade vizinha e a população acaba se relacionando entre si. O sarampo é uma doença grave e só combatemos com imunização”, comentou Cabral.

No Grande ABC, a tríplice viral, que contempla sarampo, caxumba e rubéola, teve uma média de 75,06% na cobertura vacinal. Já a segunda dose ficou na faixa de 62,52%, também abaixo da meta de 95% estipulada pelo governo federal. Os dados são do painel do Ministério da Saúde, atualizados no dia 1º de junho.

Para aumentar o índice vacinal, o Estado promove a Campanha de Multivacinação que teve início ontem em todas as 645 cidades e segue até 1º de setembro. A mobilização é voltada para crianças e adolescentes de até 15 anos. As doses estão disponíveis nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de cada município.

SINTOMAS

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sinais e sintomas do sarampo são manchas vermelhas no corpo e febre alta (acima de 38,5°) acompanhada de tosse seca, irritação nos olhos e mal-estar intenso.


“O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo. Apesar dos avanços significativos no controle e prevenção por meio da vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em regiões com baixas taxas de imunização”, esclareceu a Pasta.