Morgan Freeman insiste que ainda não entende toda a comoção em torno de sua voz. Aos 89 anos, o ator vencedor do Oscar já deu voz a Deus e a presidentes, além de ser o narrador preferido de muitos documentaristas. Ainda assim, minimiza o impacto de seu barítono grave e imediatamente reconhecível.
Freeman está prestes a se tornar um nonagenário, mas segue em plena atividade. Ele volta a interpretar Edwin Mullins, secretário de Estado dos EUA, na terceira temporada do thriller “Operação: Lioness”, de Taylor Sheridan, no Paramount+, que também tem Zoe Saldaña e Nicole Kidman no elenco. Além disso, sente que tem a missão de preservar o blues: é um dos fundadores de uma casa de shows dedicada ao gênero no Mississippi e produziu e narrou um álbum de blues que será lançado este mês. Recentemente, conversou com o New York Times sobre trabalho, voz, ligação com o blues e critérios para escolher novos projetos.
Antigamente era raro ver grandes estrelas do cinema em séries de televisão. Por que isso mudou?
Hoje há mais trabalho nas séries de streaming do que nos filmes destinados aos cinemas. Se as pessoas podem ficar em casa assistindo a algo extraordinário, é isso que elas vão fazer. É por isso que Warner Bros., Paramount, Hulu e todas essas empresas investem tanto em plataformas de streaming.