Em comunicado enviado às redações, a Federação Nacional da Educação (FNE) “considera que os constrangimentos registados não podem ser encarados como episódios isolados, nem continuar a ser compensados pelo profissionalismo e disponibilidade dos professores. É necessário apurar responsabilidades, identificar as causas das falhas e garantir que situações semelhantes não voltarão a ocorrer

A Federação Nacional de Educação quer “saber o que falhou, quem decidiu, porque falhou e, sobretudo, o que vai mudar”.

Com esse objetivo, a FNE “apresentou ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), um conjunto de 10 garantias consideradas essenciais para reforçar a credibilidade dos Exames Nacionais”.

Entre as dez garantias enviadas ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, a FNE destaca:  

  • 1 – a realização de uma avaliação independente e transparente de todo o processo de 2026;
  • 2 – o apuramento de responsabilidades pelas falhas verificadas;
  • 3 – a participação efetiva dos professores na definição de futuras soluções;
  • 4 – a certificação da robustez das plataformas tecnológicas;
  • 5 – a existência de um plano de contingência;
  • 6 – melhores condições de trabalho para os professores classificadores;
  • 7 – valorização da função de professor classificador;
  • 8 – a proteção dos direitos dos alunos;
  • 9 – maior previsibilidade na divulgação de regras e calendários;
  • 10 – e um processo permanente de avaliação e melhoria contínua do sistema

Não queremos julgamentos precipitados nem bodes expiatórios. Queremos factos esclarecidos, responsabilidades apuradas e garantias concretas de que os erros de 2026 não se repetirão em 2027”, acrescenta a nota.

A Federação Nacional de Educação sublinha ainda que “não pretende alimentar um clima de conflito em torno dos exames, mas antes contribuir para restaurar a confiança de professores, alunos, famílias e escolas, através de medidas concretas que reforcem a transparência, a responsabilidade e a qualidade do processo”

A FNE destaca também o papel dos professores que “voltaram a demonstrar um elevado sentido de responsabilidade perante as dificuldades verificadas em 2026” e apela à tutela para que “assuma as medidas necessárias à implementação destas garantias, transformando os erros de 2026 numa oportunidade para construir um sistema de avaliação externa mais robusto, mais justo e mais confiável em 2027”.



Para a Federação Nacional de Educação, a dedicação dos docentes “não pode continuar a servir de resposta às insuficiências do sistema”.

“2026 tem de servir para aprender com os erros, para que não se repitam em 2027!”, remata o documento.