Milão parou para se despedir de Franco Baresi. Horas antes do início do funeral, marcado para as 11 horas (10h em Lisboa) na Basílica de Santo Ambrósio, a praça em frente à igreja já estava repleta por milhares de adeptos do Milan.
Entre cachecóis, camisolas e bandeiras rossoneri, os cânticos fizeram-se ouvir durante toda a manhã. Num edifício em frente à basílica, um enorme cartaz resumia o sentimento: «Franco Baresi, lenda imortal, bandeira imutável que nunca deixará de ondular. Adeus, Capitão».
O funeral reuniu uma parte significativa da geração que ajudou a transformar o Milan numa potência do futebol europeu. Paolo Maldini, Alessandro Costacurta, Marco van Basten, entre muitos outros, marcaram presença. Fabio Capello, treinador de Baresi entre 1991 e 1996, chegou à basílica sob aplausos dos adeptos.
O caixão de Baresi foi transportado por antigos companheiros como Massaro, Donadoni, Filippo Galli, Van Basten, Giovanni Galli e Angelo Colombo. Maldini e Costacurta acompanharam a cerimónia na primeira fila da basílica.
O Milan esteve representado por Gerry Cardinale, Paolo Scaroni, dono do clube e presidente, respetivamente, além de delegações das equipas masculina, feminina e de formação. Christian Pulisic e Santiago Giménez também marcaram presença, depois de terem ficado em Itália para recuperar de lesões e não acompanharem a equipa na digressão pela Austrália.
À saída da basílica, a emoção voltou a tomar conta da Praça de Santo Ambrísio. O caixão foi recebido por mais cânticos e aplausos, enquanto a multidão repetia aquilo que Baresi foi para o Milan durante duas décadas: «Só há um capitão».
A equipa, atualmente na Austrália, não pôde estar presente no funeral, mas vai homenagear Baresi no dérbi com o Inter, em Perth: os jogadores vão usar «fumos negros», será cumprido um minuto de silêncio e haverá imagens do antigo capitão nos ecrãs do estádio, além de uma coreografia dedicada ao número 6.