O tempo está a esgotar-se para o Milan e, com o fecho da janela de transferências à porta, os rossoneri já não podem dar-se ao luxo de esperar pela resolução de negócios que não dependem apenas deles. É o caso da longa negociação com o Sporting por Harder, avançado que há semanas é apontado como principal alvo para reforçar o ataque da equipa de Massimiliano Allegri.

O Milan chegou a acordo com os leões para um negócio de 23 milhões de euros mais bónus, enquanto o jogador estava preparado para assinar um contrato válido por cinco anos, no valor de 1,5 milhão de euros líquidos por temporada. No entanto, apesar de tudo acertado entre as partes, o Sporting continua a travar a operação, justificando que só libertará o avançado quando tiver assegurado um substituto à altura.

Esse impasse deve-se a um clássico efeito dominó de mercado. Em Lisboa, os responsáveis leoninos aguardam que o Panathinaikos conclua a venda de Fotis Ioannidis, peça-chave para destravar a saída de Harder. O problema é que os gregos ainda não fecharam o acordo com o Sporting. Até que todas estas peças se encaixem, o Sporting mantém-se firme e recusa libertar Harder antes do tempo.

Segundo avança a Gazzetta dello Sport, este cenário tem deixado os rossoneri cada vez mais desconfortáveis. O clube italiano reconhece que os prazos são demasiado curtos para continuar dependente de terceiros e teme ficar de mãos vazias na reta final do mercado. Por isso, em Milão cresce a convicção de que será necessário abandonar o dossiê Harder e concentrar esforços em outros alvos que possam chegar de imediato.

O acordo com o Sporting não está oficialmente encerrado, mas, salvo uma mudança de rumo inesperada, o Milan já prepara-se para mudar de estratégia. A prioridade continua a ser reforçar o ataque, ainda mais depois das dificuldades reveladas nas primeiras jornadas da Serie A, mas Harder poderá deixar de ser a solução.