Um novo estudo mostra que os cookies armazenados nos navegadores são agora um dos principais alvos dos infostealers. Entre 9 de junho de 2025 e 8 de junho de 2026, os investigadores da NordVPN identificaram mais de 52,4 mil milhões de cookies roubados.

Segundo o mais recente estudo da NordVPN, entre os diferentes tipos de informação recolhida por cibercriminosos, os cookies surgem no topo da lista, surgindo 4,6 vezes mais vezes do que todos os outros tipos de dados roubados em conjunto, incluindo palavras-passe, ficheiros e cartões de pagamento.

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O estudo indica que os dados mais roubados não estavam associados a credenciais de acesso a serviços bancários, mas sim a plataformas que muitos de nós usamos diariamente. 

Entre elas destacam-se Google, com 11,78 milhões de registos roubados, seguido pelo Facebook (8,10 milhões) e pela Microsoft (7,85 milhões). Os especialistas apontam que a exposição dos cookies de sessão também afeta plataformas como Twitch, Netflix, YouTube ou Reddit. 

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Ao todo, foram registados roubos de cookies em mais de 250 países e territórios. A Índia está na primeira posição deste ranking, com 4,68 mil milhões de cookies roubados. Segue-se o Brasil (2,83 mil milhões), os Estados Unidos (2,43 mil milhões), a Indonésia (2,10 mil milhões) e as Filipinas (1,93 mil milhões)

Ao ajustar os números em função da dimensão populacional, países como Uruguai, Peru e Chile apresentaram a maior concentração de cookies roubados por pessoa, avançam os investigadores. Portugal ocupa o 38.º lugar, com mais de 2,13 milhões de cookies detetados, o que corresponde a 20,57 cookies roubados por pessoa.

“Estamos a assistir a uma mudança fundamental na forma como os hackers atuam”, afirma Marijus Briedis, diretor de tecnologia da NordVPN, citado em comunicado. “Já não se trata apenas de descodificar uma palavra-passe. Trata-se de roubar a chave digital que já está na fechadura”, realça.

Os investigadores explicam que os cookies roubados permitem que os cibercriminosos contornem os ecrãs de início de sessão. Ao reutilizarem um cookie de sessão ativa, os atacantes podem fazer-se passar por um utilizador que já tenha iniciado sessão sem precisarem de uma palavra-passe. 

Tendo em conta que 96% dos registos de infeções analisados vinham de equipamentos com software de segurança ativo, os especialistas sublinham que a proteção tradicional deve ser reforçada.

Marijus Briedis recomenda, por exemplo, fechar sempre a sessão, limpar a cache do navegador e utilizar ferramentas de monitorização de sessão para invalidar as chaves digitais roubadas antes que estas possam ser usadas.

O roubo de cookies serve para nos lembrar que a cibersegurança não se resume apenas à prevenção. Também é importante a rapidez com que agimos quando alguma coisa corre mal”, indica o responsável.

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