
Luz mais barata vai “ligar” meia hora mais tarde — entre as 22.30 e as 8.30 horas. Alteração abrange quase 500 mil consumidores domésticos com tarifas bi e tri-horárias.
Os consumidores domésticos com tarifa bi-horária vão passar a ter acesso ao período de eletricidade mais barata meia hora mais tarde.
As novas regras, aprovadas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), fixam as dez horas diárias de vazio entre as 22.30 e as 8.30 horas, no ciclo diário.
A alteração abrange quase 500 mil consumidores domésticos com tarifas bi e tri-horárias, além de cerca de 70 mil clientes empresariais e industriais com soluções tetra-horárias, segundo o JN.
Para os clientes residenciais e pequenos negócios, os novos horários só serão aplicados entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2027. No segmento não residencial, entram em vigor mais cedo, a partir de 1 de abril.
Os novos horários
Entre os cerca de 386 mil clientes em baixa tensão normal com tarifa bi-horária, o período de vazio do ciclo diário deixa de começar às 22 horas e passa para as 22h30. O horário mais caro também termina mais tarde, às 8h30.
No ciclo semanal, o período de vazio dos dias úteis começará às 00h30 e prolongar-se-á até às 7h30.
E a tarifa tri-horária?
Para os quase 112 mil consumidores com tarifa tri-horária, que representam apenas 2% do total de clientes, a principal mudança será o fim das horas de ponta durante a manhã.
A tarifa bi-horária continua a ser mais vantajosa para quem consegue concentrar consumos elevados, como o uso de máquinas de lavar roupa ou louça, durante as horas de vazio. A poupança dependerá dos hábitos de cada agregado.
E quem tem tarifa simples?
As alterações não terão impacto nos quase seis milhões de consumidores domésticos com tarifa simples, para quem o preço da eletricidade se mantém igual ao longo do dia. Mas os respetivos contadores terão de ser atualizados entre novembro de 2027 e março de 2030, para que possam registar consumos segundo os novos períodos horários.
Segundo a ERSE, os horários em vigor deixaram de refletir os atuais padrões de consumo e de utilização das redes elétricas. A atualização será feita, sempre que possível, à distância, através dos contadores inteligentes. Quando isso não for viável, será necessária a deslocação de técnicos às habitações.