Uma imagem capturada pelo astronauta Anil Menon, da Nasa, chamou a atenção nas redes sociais ao revelar a impressionante dimensão de um tufão sobre o Oceano Pacífico visto do espaço. O registro foi feito no último domingo, 2, diretamente da Estação Espacial Internacional (ISS), utilizando apenas a câmera de um iPhone.

A fotografia foi compartilhada pelo próprio astronauta em suas redes sociais. Segundo Menon, a imagem foi registrada a partir da Cúpula da ISS, um módulo equipado com sete janelas panorâmicas voltadas para a Terra, considerado um dos melhores pontos de observação da estação e frequentemente utilizado pelos tripulantes para registrar paisagens do planeta.

Tufão no Pacífico

Embora o astronauta não tenha identificado oficialmente o fenômeno meteorológico, especialistas apontam que a tempestade retratada provavelmente seja o Supertufão Golfinho, o quinto ciclone tropical a atingir a categoria 5 em 2026. Desde então, o sistema perdeu força e foi rebaixado para a categoria 3, devendo continuar enfraquecendo enquanto avança em direção à ilha japonesa de Okinawa.

Vista da órbita terrestre, a tempestade aparece como uma gigantesca espiral branca cercada pelo azul intenso do Pacífico, evidenciando a organização típica dos ciclones tropicais e oferecendo uma perspectiva difícil de ser observada a partir da superfície.

Além de impressionar pela beleza da cena, o registro destaca a evolução dos equipamentos utilizados em missões espaciais. Nos últimos anos, smartphones passaram a complementar as câmeras profissionais levadas pelos astronautas, produzindo imagens de alta qualidade tanto da Terra quanto do espaço.

Durante a missão Artemis II, por exemplo, tripulantes da Nasa também utilizaram iPhones para fotografar a Lua e o planeta. Os aparelhos chegaram a desempenhar funções inusitadas durante a missão, servindo como espelhos improvisados para os astronautas realizarem a barba.

Atualmente, a Estação Espacial Internacional orbita a cerca de 400 quilômetros de altitude, completando uma volta ao redor da Terra a cada 90 minutos a uma velocidade aproximada de 28 mil km/h. O laboratório espacial abriga sete astronautas, que conduzem pesquisas em microgravidade nas áreas de medicina, biologia, física e tecnologia.

Apesar de continuar sendo uma das principais plataformas científicas da exploração espacial, a ISS caminha para o encerramento de sua trajetória. A Nasa pretende aposentar a estação por volta de 2030, quando ela deverá realizar uma reentrada controlada na atmosfera e cair em uma área remota do Oceano Pacífico, encerrando mais de três décadas de pesquisas em órbita.


Felipe Sales Gomes

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.