A falta de água das torneiras na Costa de Caparica, em Almada, não é culpa da natureza. Toda aquela região “tem uma origem de água fabulosa”, afirma Afonso do Ó, consultor de Água e Restauro Ecológico do World Wide Fund for Nature (WWF) Portugal. Olhando para o país, em geral, alerta que estamos a consumir muito próximo do limite da oferta e que tem de haver uma nova cultura para a utilização de um bem que é finito. Em média, perdemos um terço da água que captamos, o equivalente a nove piscinas olímpicas por hora. É preciso investir nos sistemas de abastecimento, diz. O perito defende ainda que a gestão do caudal dos rios deveria ser feita por um Secretariado Técnico Permanente, independente dos governos de Portugal e Espanha, para evitar conflitos diplomáticos e haver mais transparência na informação pública.