No sul da Inglaterra, uma antena parabólica gigante rastreia estrelas, satélites e o lixo espacial que sobrevoa a atmosfera da Terra. A crescente ameaça de lixo espacial tem preocupado cientistas de todo o mundo. Por isso, os especialistas do Observatório de Chilbolton monitoram satélites licenciados no Reino Unido e fragmentos de detritos espaciais.

Desde objetos artificiais inativos, como corpos de foguetes, satélites mortos e fragmentos de lançamentos, os pesquisadores investigam as possibilidades tanto dos artefatos reentrarem na atmosfera da Terra quanto de colidir com satélites em funcionamento.

Inclusive, em um mundo em que há mais de 46.000 fragmentos de detritos, pesando um total de 17.000 toneladas, tais dados tem sido essenciais para a manutenção das tecnologias espaciais.

O lixo espacial e seu perigo

Atualmente, segundo a revista Phys, existem cerca de 14.000 satélites sobrevoando a Terra, mas se considerarmos as alegações da SpaceX, nos próximos anos podemos ter mais de 1,7 milhões em órbita.

Por isso, o monitoramento de lixo espacial se torna tão essencial. Afinal, um impacto não desejado pode desencadear uma série de impactos destrutivos para a infraestrutura espacial, uma cascata de colisões. Matthew Archer, vice-diretor de lançamento e consciência situacional espacial da Agência Espacial do Reino Unido, à AFP destacou:

Na maioria das vezes, a maioria desses objetos não colide com nada […] Mas qualquer uma delas pode causar danos significativos ou até mesmo destruir potenciais satélites.”

Inclusive, no Reino Unido a infraestrutura espacial representa cerca de 20% da economia. Assim, o NSpOC ,que emite cerca de 3.000 alertas de colisão mensais, cumpre um papel essencial para a manutenção e perpetuação da infraestrutura espacial.

Não obstante, o projeto também se ocupa do monitoramento de asteroides que se aproximam da atmosfera terrestre. Desde os menores, que se pulverizam com o aquecimento do ar, até os maiores que podem apresentar algum perigo às estruturas terrestres e espaciais.

Fato é que o crescente aumento do lixo espacial tem gerado planos e projetos para “limpar” o espaço e gerar um ambiente menos perigoso para as novas tecnologias espaciais. Por enquanto, empresas como NSpOC e o Observatório de Chilbolton são essenciais para monitorar e evitar acidentes no além Terra.

*Sob supervisão de Giovanna Gomes


Augusto César

Historiador em formação que troca qualquer “sextou” por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: