Mais de cem migrantes foram desalojados nas últimas horas do cemitério muçulmano de Sidi Embarek, em Ceuta, onde tinham dormido e usado a água das instalações.

Segundo informaram fontes da polícia à agência de notícias espanhola EFE, a operação ocorreu após denúncias dos vizinhos e o Conselho de Saúde do Governo de Ceuta, que administra os cemitérios, contratou segurança privada para vigiar o recinto.

Os operários realizaram reparações a vários danos causados pelos migrantes que permanecem na cidade após a invasão massiva de 30 de julho.

Por outro lado, o Governo de Ceuta anunciou que ativou um plano de limpeza e desinfeção intensiva em parques infantis e zonas de lazer da cidade autónoma. A ação foi reforçada especialmente nos espaços usados pelos migrantes como lugares de abrigo e descanso e continuará a desenvolver-se de forma progressiva em vários locais.

Cinco dias depois, a fome chegou ao fim em Ceuta. Até o cemitério serve de abrigo para quem sonha com a Europa

Cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no norte de África, em 24 horas na semana passada e 70.000 já voltaram a Marrocos, segundo dados atualizados pelas autoridades de Espanha.

Pelo menos 77 pessoas morreram a tentar chegar a Ceuta a nado segundo dados espanhóis sendo que autoridades marroquinas referem ter recolhido 66 corpos também.

Sem rumo: o milagre de Ceuta transformado em pesadelo

Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.

O medo, a revolta e a certeza de que a crise ainda não acabou. Ceuta volta a ter vida, mas traumas não desaparecem