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Reconhecimento acústico é essencial para os machos conquistarem fêmeas Pexels
Um estudo disponibilizado no bioRxiv revelou que o uso excessivo de pesticida para controlar a malária na década de 1950 causou mutações genéticas nos mosquitos-pregos, incluindo a sensibilidade ao som, o que pode ter ajudado os insetos a encontrarem parceiros em ambientes barulhentos.
Segundo cientistas, o reconhecimento acústico é essencial para os mosquitos conquistarem parceiros. Isso porque os machos costumam encontrar fêmeas seguindo o zumbido de suas asas.
“Os mosquitos reconhecem seus parceiros de acasalamento por meio dos sons emitidos durante o voo. Suas orelhas são únicas entre os insetos devido à sua complexidade anatômica e à sua alta plasticidade funcional, mediada por uma extensa rede neuromoduladora eferente”, diz um trecho do estudo.
Para chegar à conclusão de que a mutação genética estava favorecendo o acasalamento entre os insetos, pesquisadores reproduziram sons que imitavam os do voo das fêmeas para um grupo de machos. Aqueles com mutação de resistência a pesticidas apresentaram maior probabilidade de voar em direção ao alto-falante e pousar nele.
“Nossos resultados corroboram a hipótese de que as mutações de resistência ao Rdl aprimoram a função auditiva e o sucesso reprodutivo. Propomos que essa vantagem auditiva possa contribuir, juntamente com outras pressões seletivas, como a seleção cruzada por outros inseticidas, para a persistência desses alelos na natureza e possa facilitar a colonização urbana por vetores da malária.”
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