A mensagem surge durante um braço-de-ferro entre Roma e Madrid na sequência da entrada maciça de imigrantes em Ceuta há 11 dias, a 30 de julho.

Após essa entrada em Ceuta, a a Itália introduziu controlos nos aeroportos e portos para os viajantes provenientes de Espanha.

Perante a recusa italiana em levantar esses controlos, Madrid impôs a mesma medida para provenientes de Itália.

Em Ceuta no fim de semana, os habitantes da cidade autónoma espanhola voltaram a exigir uma solução ao Governo e às autoridades europeias.Este domingo, durante um protesto convocado por
associações religiosas e de moradores, uma das frases mais repetidas foi
“Ceuta não está à venda. Ceuta é Espanha”.


De novo se ouviram as críticas ao “abandono” de Ceuta pelo Governo de Pedro Sánchez.


Licenças militares canceladas 


Entretanto, o Ministério espanhol da Defesa anunciou que estão canceladas todas as licenças dos militares destacados em Ceuta, a partir de 13 de agosto. 


O Comando Geral de Ceuta estabelece apenas uma exceção para casos “devidamente justificados e autorizados” pelo chefe da unidade correspondente. 


O presidente da Associação de Tropas e Marinha Espanhola (ATME), citado pela agência EFE, explica que isto implica que todos os militares que estão em férias vão ter de regressar a Ceuta.
A ATME sublinha que esta ordem se deve à “grave situação” vivida em
Ceuta e face a uma possível nova entrada em massa no próximo sábado, dia
15, para a qual foram detetados apelos através das redes sociais.  




No passado dia 30 de julho entraram na cidade autónoma espanhola mais de 72 mil pessoas provenientes de Marrocos.