Nos últimos dias a Rússia tem realizado vários ataques contra a Ucrãnia. O objetivo é só um
A Rússia tem intensificado os seus ataques contra a infraestrutura de produção de gás da Ucrânia numa tentativa de comprometer o abastecimento antes da chegada do inverno. Segundo o Grupo Naftogaz, os ataques atingiram ativos no leste, oeste e centro do país, afetando a extração de gás em várias zonas.
Na última noite, instalações de extração da Ukrnafta e um local de perfuração da empresa foram alvo de um ataque de grandes dimensões. As forças russas utilizaram dezenas de drones contra a infraestrutura, provocando danos significativos e interrompendo a operação da unidade.
A destruição deixou parte dos equipamentos inoperacionais e obrigou à suspensão da produção no local, segundo o Euromaidan. Apesar da dimensão dos danos, as medidas de segurança permitiram que os trabalhadores das instalações atingidas saíssem ilesos.
Os ataques também atingiram postos de combustível e outras estruturas ligadas à produção e distribuição. Entre sexta-feira e sábado, sete complexos de enchimento da UKRNAFTA, situados nas regiões de Dnipropetrovsk, Zaporizhzhia e Mykolaiv, foram atacados com drones. Um trabalhador de uma das estações ficou ferido e encontra-se hospitalizado.
A ofensiva atingiu igualmente a Ucrânia central. No sábado, instalações de produção da Naftogaz nessa região foram atacadas com drones a jato, provocando danos graves. No momento do ataque, os funcionários encontravam-se abrigados.
Os ataques surgem na sequência do alerta do primeiro vice-primeiro-ministro e ministro da Energia, Denys Shmyhal, que afirmou, segundo o Politico, que o objetivo da Rússia para este inverno passa por destruir sistemas essenciais à sobrevivência dos ucranianos durante o frio, desde a eletricidade ao abastecimento de água, segundo uma reportagem do Politico.
Com a interrupção da produção de gás a ocorrer meses antes do inverno, a ofensiva procura, segundo o Euromaidan, dificultar a capacidade da Ucrânia para garantir aquecimento quando as temperaturas baixarem. Desta forma, o próximo inverno poderá transformar-se em mais uma frente de batalha com impacto direto sobre a população civil.