Um bebé de um ano e quatro meses morreu depois de ficar com a cabeça presa numa estrutura metálica de uma creche no Brás, na zona central de São Paulo, Brasil. O caso aconteceu no final de julho e está a ser investigado pela Polícia Civil.
Segundo a imprensa brasileira, o menino, identificado como Abdoulaye Dieng, encontrava-se numa sala com outras crianças quando ficou preso entre uma barra metálica e a parede, junto a uma estrutura que sustentava um espelho. A criança terá permanecido presa durante cerca de sete minutos até ser retirada pelos funcionários da instituição.
Após ser retirado da estrutura, o bebé recebeu os primeiros socorros e foi transportado para uma unidade hospitalar. No entanto, não resistiu às consequências da asfixia e acabou por morrer.
A família, de origem senegalesa, tem questionado as circunstâncias do acidente e, sobretudo, a ausência de supervisão no momento em que a criança ficou presa. De acordo com o advogado dos pais, não existiria supervisão direta de uma professora sobre o menino quando ocorreu o incidente.
Cinco funcionários estão sob investigação
A Polícia Civil está a investigar cinco funcionários da creche, entre os quais a diretora e a coordenadora pedagógica. As autoridades estão a analisar as imagens captadas pelas câmaras de videovigilância da instituição, além de aguardarem os resultados dos exames do Instituto Médico Legal e da perícia.
O caso foi inicialmente registado como homicídio culposo, expressão utilizada no Brasil para situações em que não existe intenção de matar. A investigação pretende agora esclarecer se houve falhas de supervisão ou outras circunstâncias que possam ter contribuído para a morte da criança.
As imagens de videovigilância assumem particular importância na investigação. Segundo a RECORD, as gravações permitiram identificar contradições entre os depoimentos prestados por funcionários e aquilo que terá acontecido dentro da creche.
Entretanto, duas funcionárias da instituição foram despedidas na sequência do caso, segundo informação divulgada pela RECORD. A polícia já ouviu várias pessoas e prevê continuar a recolher depoimentos para esclarecer todas as circunstâncias da morte.
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo lamentou publicamente a morte do bebé e afirmou estar a colaborar com as autoridades na investigação, tendo também iniciado um procedimento administrativo para apurar eventuais irregularidades na instituição.
Para a família, permanecem por esclarecer questões relacionadas com a supervisão da criança e com a resposta dada nos momentos que se seguiram ao acidente. A investigação policial deverá determinar responsabilidades e esclarecer, em definitivo, o que aconteceu naquele dia.