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O eclipse total do Sol de ontem é apenas o primeiro de três acontecimentos astronómicos que temos a sorte de poder observar num curto intervalo de tempo na Península Ibérica.
O segundo também será um eclipse total e terá lugar na manhã de 2 de Agosto de 2027, por volta das 09h50. Durará, no máximo, 4 minutos e 50 segundos. A faixa de totalidade atravessará o Sul de Espanha de oeste para leste, entrando pelo estreito de Gibraltar e saindo pelo Sudeste da Andaluzia, mas não percorrerá qualquer centímetro quadrado do território português. Se tiver oportunidade, programe visitas para Cádis (a cidade e a província serão das primeiras zonas de Espanha a entrar em totalidade), Málaga, o Sul da província de Granada, Almería ou Melilha. Devido à elevada altura do Sol acima do horizonte, será um espectáculo impressionante.
O terceiro será um eclipse anular. Terá lugar no dia 26 de Janeiro de 2028 e favorecerá o Sul de Portugal, com destaque para o Alentejo e o Algarve, pouco antes do anoitecer. Para observar o eclipse solar total seguinte, prepare-se. Terá de esperar até 2053!
O QUE FICOU PARA TRÁS
O eclipse solar de 12 de Agosto de 2026 foi um eclipse solar total, cuja faixa de totalidade atravessou o Árctico, a Gronelândia, a Islândia e partes da Península Ibérica. Em grande parte da Europa, no Norte de África e em algumas regiões da América do Norte, o fenómeno foi observado apenas como eclipse parcial.
Em Portugal continental, o eclipse foi visível como parcial na maior parte do território, enquanto uma pequena faixa do nordeste do país ficou dentro da zona de totalidade. Em Lisboa, por exemplo, começou às 18h39, atingiu o máximo às 19h36 e terminou às 20h29, hora de Portugal continental.
À escala mundial, o fenómeno prolongou-se por várias horas, desde a entrada da sombra da Lua na superfície terrestre até à sua saída na região do Mediterrâneo. No entanto, a fase de totalidade em cada local foi muito mais breve, atingindo uma duração máxima de cerca de 2 minutos e 18 segundos.
Para observar o eclipse total, era necessário encontrar um ponto de observação situado na faixa de totalidade, isto é, na área onde a Lua cobriu por completo o Sol. Depois de atravessar o oceano Árctico, o Nordeste da Gronelândia e o extremo ocidental da Islândia, essa faixa atravessou o Atlântico para entrar na Península Ibérica.
No nosso privilegiado miradouro deste fenómeno, correu a Península Ibérica de noroeste para sudeste. Entrou pela Galiza, passou sobre o distrito de Bragança e seguiu para as Astúrias e por aí fora.
Artigo publicado originalmente na edição de Agosto de 2026 da revista National Geographic.