James Gathany / CDC / Wikimedia

A Unidade de Saúde Pública da ULS Alto Ave confirmou a presença do mosquito Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre, no concelho de Guimarães.
A deteção desta espécie invasora representa um risco potencial para a saúde pública, uma vez que o mosquito pode transmitir doenças como dengue, chikungunya e zika. No entanto, as autoridades de saúde esclarecem que a presença do mosquito não significa que exista transmissão de doença.
Em comunicado, a Unidade Local de Saúde Alto Ave (ULSAA) salienta que “para que ocorra transmissão é necessário que estejam reunidas outras condições, nomeadamente a circulação do agente infecioso”, sendo que “a presença deste mosquito não significa que exista transmissão de doença”.
“Até à presente data, não estão identificados casos de doenças transmitidas por este mosquito em Guimarães”, informa a ULS Alto Ave.
Segundo o Jornal de Notícias, na sequência da deteção, foi reforçada a vigilância entomológica e a situação está a ser acompanhada em articulação com as entidades competentes.
O Aedes albopictus reproduz-se sobretudo em pequenas acumulações de água, muitas vezes existentes nas proximidades das habitações. Por esse motivo, a população é chamada a colaborar na eliminação dos locais que possam servir de criadouro.
Entre as principais recomendações estão o esvaziamento, limpeza e esfregagem semanal dos pratos dos vasos e de outros recipientes que acumulem água, bem como a eliminação ou proteção de baldes, latas, garrafas e outros objetos que possam reter água da chuva.
As autoridades aconselham ainda a manter depósitos e reservatórios de água devidamente tapados, evitar deixar pneus no exterior, limpar regularmente caleiras e sistemas de drenagem e assegurar o tratamento adequado das piscinas.
A ULS Alto Ave recomenda também a verificação frequente de jardins, varandas, quintais e outros espaços exteriores, de forma a eliminar pequenas acumulações de água. Estas medidas de controlo estão de acordo com as recomendações da Direção-Geral de Saúde para a prevenção e controlo de mosquitos invasores do género Aedes.
A situação continuará a ser monitorizada pelas autoridades de saúde, que deverão divulgar novas informações caso se justifique.