A bolsa de Lisboa fechou em alta esta quarta-feira, contrariando as perdas dos principais índices europeus, pressionados pelo impasse na situação do Médio Oriente, depois dos sinais de que um acordo poderia estar para breve.
O índice de referência nacional, o PSI, subiu 0,68% para 9.273,84 pontos, com 12 dos seus 16 títulos no verde, dois inalterados e dois no vermelho, fechando em alta pela segunda sessão consecutiva.
Os pesos pesados do grupo EDP foram os que mais impulsionaram o índice, com a EDPR a ganhar 2,66% para 13,87 euros e a casa-mãe EDP a subir 1,06% para 4,57 euros.
As elétricas nacionais continuam a ser uma forte aposta do fundo soberano da Noruega, sendo a EDP a cotada em que o fundo tem a maior participação entre as empresas do PSI.
Destaque ainda para os ganhos de quase 2% da REN. A empresa que gere as redes energéticas nacionais valorizou 1,85% para 3,575 euros.
As construtoras também contribuíram para os ganhos do índice, com a Teixeira Duarte a liderar os ganhos, valorizando 3,03% para 0,4925 euros, enquanto a Mota-Engil subiu 1,06% para 4,57%.
Embora com ganhos mais moderados, as retalhistas fecharam igualmente no verde. A Jerónimo Martins subiu 0,53% para 17,21 euros, enquanto a Sonae valorizou 0,25% para 2,02 euros.
Em sentido contrário, o BCP fechou no fundo da tabela, com uma perda de 0,50% para 1,091 euros, depois de um corte de recomendação pela KBW, passando de “outperform” para “market perform”.
A única outra cotada a fechar no vermelho foi a Ibersol, com perdas de 0,30% para 9,85 euros.