Jimmy Rimmer, antigo guarda-redes do Manchester United e do Aston Villa, morreu esta sexta-feira aos 78 anos.

Com uma carreira que se estendeu por mais de duas décadas, os maiores feitos do seu percurso foram as conquistas da Taça dos Campeões Europeus por dois clubes diferentes.

Em 1968, ao serviço dos «red devils», assistiu do banco de suplentes à vitória histórica por 4-1 sobre o Benfica, no Estádio de Wembley. Anos mais tarde, em 1982, já ao serviço do Aston Villa, foi peça fundamental na caminhada até à grande final. Contudo, sofreu uma lesão logo aos 9 minutos do jogo e foi substituído por Nigel Spink, que protegeu a baliza na vitória por 1-0 diante do Bayern de Munique.

Rimmer começou o percurso na formação do United. Antes de se juntar ao Aston Villa, em 1974, representou o Swansea, a título de empréstimo, e o Arsenal. 

Foi nos «villans» que viveu a fase mais consistente da carreira: afirmou-se como titular indiscutível e realizou 281 jogos pelo clube de Birmingham. 

Em 1983/84, regressou ao Swansea, desta vez a título definitivo, e terminou a carreira em 1986, no Luton Town.

No currículo conta ainda com uma internacionalização pela seleção principal de Inglaterra, num particular com a Itália, em 1976.

Os dois emblemas pelos quais se sagrou campeão europeu já reagiram publicamente ao falecimento do antigo guarda-redes.

«O Aston Villa lamenta profundamente o falecimento de Jimmy Rimmer, vencedor da Taça dos Campeões Europeus, que morreu aos 78 anos. Rimmer foi um dos melhores guarda-redes da sua geração e, sem dúvida, um dos mais azarados no que toca a grandes ocasiões», pode ler-se na nota oficial do Aston Villa, que recorda as ausências do jogador nas finais europeias.

«O Manchester United está profundamente entristecido com a perda do nosso ex-guarda-redes, Jimmy Rimmer. Os nossos pensamentos estão com os entes queridos de Jimmy neste momento difícil», escreveram os «red devils».