UMA ENTREVISTA DE
Hugo Albuquerque
Após serem convidados para uma residência artística na China, já nos primeiros meses da presidência de Jair Bolsonaro em 2019, os autores cogitaram produzir um documentário sobre essa epopeia, mas preferiram filmar uma ficção sobre os muitos significados e caminhos que essa viagem abriu: a travessia da célebre Muralha do milenar país asiático, mais que uma questão geográfica, trouxe inúmeros pontos sobre o futuro do mundo.
Já não era a primeira vez que Gregorio Gananian havia filmado na China, tendo dirigido o documentário Inaudito (2017), que tratou da vida do icônico instrumentista e compositor Lanny Gordin, nascido em Shanghai. Mas era a primeira vez de Negro Leo no país do presidente Mao, logo após ter visitado Nova Iorque, produzindo um contraste fundante na obra que além de dirigir, também atua ao dar vida a X, o protagonista.
Dedicado à multiartista Paula Gaitán, ao pianista Sérgio Villafranca e ao artista plástico José Roberto Aguilar, este último um ilustre morador do Bixiga onde o filme acabou por ser montado, no Ateliê do Bixiga, em 2022, sendo finalizado em 2024. No fim, apesar das filmagens iniciais chinesas, muito da produção, textos, enredo e, ao final, a montagem ocorreram ao longo dos últimos anos incorporando muito do que passamos e vivemos.
Unindo uma estética cyberpunk, poesia e jazz, a trama gira em torno do périplo de X, um homem brasileiro que teria se voluntariado a ser cobaia de testes de uma multinacional, a Prolife, que pretende escanear memórias. Isso leva X a Shanghai, onde a multinacional tem sua filial, lançando várias questões sobre as memórias do protagonista e os mistérios do experimento que ele teria feito parte.
Com Ava Rocha, Danielly O.M.M. Kaufmann, Uma Gaitán Campelo Rocha Gonçalves, Lena Kilina, Alê Amazônia – responsável pelo convite para a residência artística em 2019 –, Sun Yuchen e Sun Mingzhen, além da participação especial de Clara Choveaux, o filme ganhou o prêmio ganhou como melhor filme da Mostra Olhos Livres do Festival de Tiradentes de 2024, mas só agora estreia no circuito de cinema nacional.
Assim, Gregorio Gananian e Negro Leo falaram com exclusividade para esta Revista Jacobina sobre as múltiplas camadas e sentidos desse filme, seu processo de produção, os rumos e agonias do Brasil e do mundo nesse périplo geográfico e histórico, cuja luta central ainda está sendo disputada com consequências que vão muito além do momento atual e das telas de cinema.
Hugo Albuquerque
O que que foi o processo de criação desse filme, uma vez que ele atravessa vários anos? O que foi essa travessia, que também atravessou o processo criativo, da concepção do filme até ele chegar no circuito de cinema? o que que significou para vocês?
Gregorio Gananian
A última palavra do Grande sertão: veredas de João Guimarães Rosa é travessia, né? Então o que atravessa é a própria travessia mesmo. Termos sido convidados por Alê Amazônia, que também atua no filme, para fazer a residência artística na China, três meses depois de Bolsonaro ter assumido a Presidência da República é parte disso.
Quantos signos isso não envolve, não é mesmo? Quantas questões isso não levanta, a gente estar lá na China naquele momento, em que a gente sabia que a democracia brasileira estava por um triz, além de tudo que a gente passou e ia passar? Voltamos da China, passamos pela pandemia, o Lula volta curiosamente e terminamos o filme em 2024.
É um processo que é uma espécie de amuleto para proteção dos momentos que passamos na nossa vida pessoal, e transpessoal: eu como aquele que vê o abismo no sentido pessoal, um amuleto, um escudo e uma espada para ter tido forças — mas, ao mesmo tempo, é um filme e dava energia para querer atravessar.
Negro Leo
Sim, em relação à travessia, o filme começa com especulações científicas e acho que é bom a reiterarmos, porque muito do que se passou depois da nossa viagem à China está no campo das possibilidades do próprio no filme. Hoje, está muito candente essa coisa da imortalidade, do avanço da biomedicina, do geneticismo…Então, encaramos esse momento e começamos a especular com isso, né? Para onde que vai esse troço?
Todos vimos, em 2025, uma conversa informal entre Putin e Xi Jinping, enquanto eles caminhavam nos festejos de 80 anos da vitória chinesa sobre o fascismo: eles estavam falando sobre isso, sobre a imortalidade, o futuro e essas coisas todas, né? Vimos essas coisas todas acontecerem em um período de cinco anos.
Tem uma frase no filme que diz: infelizmente não é possível realizar complexos experimentos neurocientíficos com ratos. Em algum momento, esses “complexos experimentos neurocientíficos”, que o filme trata, vão começar a ser realizados. Se a gente pensar nas experiências que foram feitas em psiquiatrias ao longo do século 20, até interromper isso nos anos 1950, por um entendimento mais abrangente – e humano – sobre que se chama de doença mental.
Então é o que eu acho curioso dessa especulação do filme, quando esses experimentos neurocientíficos realmente começarem a acontecer, quem será o sujeito da experiência? Quem será o paciente dessa experiência? Então também é muito determinante que essa figura seja, como foi no passado, um homem negro como eu – assim como os demais povos e etnias vilipendiados pelo pelo avanço do capitalismo e a degradação que isso provoca.
Depois disso, vem a pandemia. Imagine só que loucura, a gente estava pensando nessas coisas, mas veio a pandemia – junto com todas as controvérsias em relação a como o vírus se espalhou. Enfim, tem todo aquele lance paranoico, entende? Porque era um lance paranoico a coisa da pandemia. É um pouco isso: vem o Bolsonaro, aquela coisa toda e depois Lula de novo. Então, parte da Redenção do filme, quando o X acerta o enigma lógico, e que ele finalmente volta para família, aquela coisa toda está ali também.
HA
Como é que essa ideia do filme surgiu? Quando vocês receberam um convite para ir até a China, vocês já estavam pensando em algo do tipo ou o filme de certa forma se construiu lá?
GG
O filme nasce com o convite para a China feito pelo Alê Amazônia exatamente. Quando soubemos que íamos pra China, a princípio o convite era para fazer um documentário, mas logo percebemos que a melhor forma para a gente atravessar isso era criar uma ficção.
Então, a partir disso, começamos o que Leo chamou de especular: queríamos mostrar como as forças agem sobre os corpos, mais especificamente sobre o corpo negro no capitalismo naquele momento – e ir além apenas da força do capitalismo, mas também a força da gravidade etc.
Tem uma sequência onde o personagem sofre tortura, é uma espécie de crucificação, mas se você olhar bem, parece quase um diagrama x e y cartesiano. O nome do personagem é X, mas nesse nosso universo de hoje o que é um X? O que é uma incógnita? Como a gente especula uma ciência não tão exata, mas sim ouvindo o desenho e a coreografia do X. No fundo, estamos fazendo uma grande tentativa de criar uma música para essa dança.
NL
E eu tenho impressão de que as forças que agem sobre o X aparecem, por exemplo, no momento em que ele diz que é um voluntário. Eu acho que as forças colocam, de certa forma, a ilusão da própria vontade, entende? Ou como a própria vontade não pode se manifestar de forma plena – ou só não existe. Estamos sujeitos a essas forças, vamos aderindo às tecnologias – é quase um processo que não conseguimos frear. Essas forças também estão ali no filme.
HA
O que foi a experiência de estar na China para esse processo de criação?
GG
Quando a turma da poesia concreta no Brasil encontra Sergei Eisenstein – o revolucionário cineasta soviético que escreveu sobre o ideograma e o processo de montagem – e, também, pega o ensaio de Ernest Fenollosa sobre o ideograma, ela entendeu que ao unir os radicais de água 水 e de olho 目, se chega ao caractere para lágrima 泪.
Do mesmo modo, ao unir os radicais de sol/dia 日 e lua 月, se forma míng 明, que é o processo de iluminação total: o sol projeta sua luz na lua e nós a vemos à noite – assim como a projeção do cinema é uma luz que vai para a tela e se reprojeta na gente. É aí que compreendemos que o cinema não é apenas uma tecnologia, mas uma arte natural como a música, pois consiste em olhar para a lua – e como me disse uma vez Tom Zé, ser de esquerda é olhar para a lua.
Estar na China é reencontrar o ideograma. Esse processo de iluminação 明 me guia: entender o cinema como o sol enquanto projetor e a lua como a tela. Estar na China é voltar para o cinema, é aprender o cinema.
Enquanto no Inaudito, tínhamos a ideia do ideograma no primeiro, segundo e terceiro plano, o Aquele que viu o abismo é uma ideogramatização meio eisensteiniana: o ideograma está na montagem e também é a montagem do filme, mas também é como essas forças montam a gente.
O personagem do X expressa isso, ao reforçar nosso estado atual de embarcar na tecnologia, sendo supostamente voluntários dela é essa condição de voluntários involuntários, que o Leo comentou antes, e tem a ver com todos nós hoje em dia.
NL
Por outro lado, quando a gente foi para China no final de 2019, eu tinha voltado de Nova Iorque, que foi o epicentro durante o século XX das inovações e tudo que diz respeito à tecnologia. Quando chegamos a Shanghai, Nova Iorque pareceu muito pequena, em uma dimensão eu diria até quase provinciana…
GG
…Nova Iorque/Shanghai: tem esses dois planos que o Leo acabou de criar: tem a imagem de Nova Iorque, corta para a imagem de Shanghai – com Nova Iorque ficando pequena…
NL
Tem essa coisa do laser no filme: de repente, você é tomado por aquele laser, que já foi usado antes em outras obras pelo Gregorio, mas aqui esse recurso parece encontrar sua paisagem: em Shanghai, o laser parece encontrar sua vida.
Então é nesse momento em que ele se cruzam, porque quando você olha, por exemplo, a margem oriental do rio Huangpu, o Pudong: ele é o lado moderno hoje, mas antes era o atrasado porque era a margem chinesa, enquanto a margem ocidental, o Puxi, o antigo lado colonial de Shanghai, antes mais moderno, mas hoje não mais.
A margem oriental é da China e do futuro, onde filmamos uma cena em que a câmera gira em torno do meu personagem. Se a gente for pensar no mundo atual, em qualquer coisa ligada à ficção científica, qual é o lugar? Não tem como ser outro lugar senão a China. Há dez anos, seria nos Estados Unidos. Quer dizer, é um filme do Século XXI, um filme brasileiro sobre o século chinês.

HA
Mas aí quando vocês retornaram ao Brasil, voltam ao Brasil de Bolsonaro e depois para a pandemia. O que que isso impactou nessa criação que transcorreu também durante isso daí?
GG
Exigiu uma sensibilidade maior, uma compreensão e até uma parceria com a paranoia. Tem aquela frase do Burroughs que o Kurt Cobain reinventa: só porque você é paranoico não significa que não estão atrás de você. Então, foi aprender com o método e a sagacidade da paranoia: nela, o cara no lugar de ver uma maçã, ele vê o veneno.
O método paranoico é enxergar à força o veneno que está na maçã. Por isso, a paranoia tem uma importância muito grande, se você lembrar que naquele momento do bolsonarismo os caras começaram a liberar veneno em todas as comidas, não é mesmo? Foi um momento que a gente teve que usar o método paranoico para enxergar as coisas como um antídoto que é feito do veneno que ele busca combater – isto é, ver não apenas o produto, mas seu processo.
NL
A paranoia se manifesta na superfície das coisas. Assim o X, a montagem e a edição de som, elas que fazem essa paranoia atravessar o filme inteiro. Isso é a força e a linguagem do filme.
GG
Agora um certo romantismo talvez seja acreditar que a mão do X, que tremia, carregava uma resposta, uma equação, alguma coisa que a gente tinha que aprender a ler – porque o maestro filme é a mão da personagem.
HA
Se o século XX foi americano e o XXI chinês, como vocês veem o século brasileiro que não aconteceu ou aconteceu? O que é esse enigma do Brasil?
NL
Olha, eu começo pelo fato que o X é brasileiro, fala português, embora haja outros personagens de outros cantos do mundo. Há que se especular, o que é o Brasil nesse filme diante dessa personagem brasileira. E o Brasil está há muito nessa sinuca de bico. Eu vi a declaração recente do nosso ministro da Defesa José Múcio, aquele papo meio maluco de que simplesmente abriria os portões para uma invasão americana – repetindo um certo servilismo histórico uma certa falta de identificação com o que pode ser Brasil, o que é próprio da nossa elite.
O Brasil ainda é algo em disputa, de certa forma, neste século XXI – e precisamos disputar esse fato de não termos uma identidade completa. Quando eu digo que a personagem é brasileira também, isso diz respeito às muitas ambiguidades: qual será o papel do Brasil nesse século chinês?
A Prolife é uma multinacional que oferece serviços de digitalização do cérebro – e o x está em uma instituição psiquiátrica onde é recrutado, de “forma voluntária”, para participar desse projeto, assim como tem gente indo para a Ucrânia morrer na guerra. Acho que essa adesão supostamente voluntária talvez seja a chave para perceber o Brasil.
GG
Quando a gente estava lá na China, naquele momento que o Bolsonaro tinha vencido as eleições aqui, uma coisa que me comoveu foi que o Léo tinha dado um feito um show uma vez no Instituto Goethe e ele falou uma coisa muito interessante: que o Brasil estava se orientalizando…
NL
Sim, o Brasil estava se orientalizando naquele primeiro período do Lula, o que tinha a ver com o Brics e tudo mais. Eu acho que o fato de sermos brasileiros e termos ido para criar isso na China foi possível porque o Brasil, antes, se aproximou da China política, econômica e culturalmente — com os chineses indo atrás de cultura brasileira, inclusive no mundo editorial. É nesse sentido que disse que o Brasil estava se orientalizando, e isso volta com o retorno de Lula, mas não sei até que ponto isso pode livrar o Brasil da catástrofe anunciada…
GG
Pode ser uma coisa um pouco ingênua, mas me vem à mente aquela entrevista em que tinham perguntado para o Caetano Veloso sobre o socialismo e o Brasil no contexto dos anos 1960: o Caetano fala que se nós tivéssemos, talvez, chegado ao socialismo, não me interessaria tanto saber o que o socialismo faria de nós, mas o que o Brasil faria do socialismo. Ter ido para China e visto o que ela está fazendo com o socialismo foi algo muito expansivo. Foi entender que os chineses criaram a forma de socialismo deles.
O Brasil tem força suficiente para criar sua forma de socialismo, que não vai ser o socialismo chinês, nem soviético, mas o nosso – respeitando e aprendendo com as nossas patologias. Temos que voltar a ser inventores, não diluidores, como nação. A potência — e o que o mundo espera – do Brasil é ser o lugar da cultura e da arte no mundo, o que nos permitiria criar um socialismo artístico onde caiba uma personagem como o X, capaz de conviver com o delírio, a arte e o fora da curva, sem fazer o carro bater na parede ou sem aproximar a parede do carro.
Quero dizer, como conseguir trazer a ovelha e o lobo juntos, entendendo que todo mundo é ovelha e lobo ao mesmo tempo. Todo mundo gosta de ser comunidade, mas todo mundo quer ter seu espaço individual, sonhando com a sua própria vida, então como somar esses dois mundos simultâneos que fazem parte do ser humano? A insociável sociabilidade que nos pertence? Talvez o Brasil possa dar essa resposta – e talvez essa seja uma das grandes perguntas que o socialismo tenha que responder: como lidar com a loucura?
HA
E houve a pandemia toda e todo o desafio de gestar o filme nela até que, bem no fim do período pandêmico, teve o momento de finalizar o filme em que vocês foram para o Ateliê do Bixiga em São Paulo. O que isso significou?
GG
Esse filme para mim foi um ancoramento pessoal na pandemia. Foi um lugar que me permitiu não me perder por completo, porque tinha essa missão do filme – e isso daí me deu uma bússola.
NL
Foi um período muito trágico. E aí depois a gente ainda viveu o luto na sequência. Muitas vidas que não precisavam ter sido perdidas, um período complicado para trabalhar, usar máscara, ficar doente, voltar, ter que se testar, por isso o filme também levou muito tempo. A pandemia influenciou muito o filme.
O X já tinha o tremelique, a história da empresa, mas a pandemia influenciou muito, uma vez que muitos dos textos foram escritos nesse período – e os textos também foram aparecendo em decorrência da montagem, trazendo essa coisa da paranoia.
GG
Na pandemia, houve muitas idas e vindas, mas a hora que o filme engrenou foi no Bixiga, especificamente junto da então sede da Autonomia Literária, onde fomos acolhidos. Então, olha que incrível, depois de tudo isso, a gente finaliza o filme na Bixiga de José Roberto Aguilar, que pode responder muitas coisas que a gente quer sobre o Brasil: luz balão, conecta as coisas, fez entender o final do abismo, isto é, que não há abismo que caiba no Brasil. É um lugar de utopia, a gente precisa de Utopia, cara real viva aqui agora.
HA
Para concluir, o filme chegou ao grande circuito de cinema bem às vésperas dessa eleição, uma nova disputa existencial no Brasil, o que que isso quer dizer para vocês?
NL
Olha, no filme o X resolve o enigma lógico e volta para sua família. Isso é a linha de tempo de uma de um indivíduo, mas é redentora. Como será a linha do tempo da nação brasileira em um caso de invasão dos Estados Unidos? Como engajar a sociedade brasileira nesse tremendo problema que está se avizinhando?
GG
O Bolsonaro ganhou uma eleição, a gente teve uma pandemia. As coisas acontecem e o mínimo que temos que fazer é entender que as coisas podem acontecer. Uma guerra com os Estados Unidos? Isso do Trump não é só blefe como no poker, mas mesmo lá, tem hora que os caras vão para o tudo ou nada: temos que aprender com toda essa tragédia recente que as coisas acontecem.
Lula é um estrategista do tipo chinês, que sabe bem que toda vitória é uma cerimônia fúnebre – por isso os chineses, assim como Lula, sempre tentam evitar a guerra. Porque entendem que uma guerra já é uma derrota.
Mas, por outro lado, se você está na guerra, como no Bhagavad gita, uma hora Krishna vira para Arjuna e fala “meu amigo, se você já está aqui na guerra, tem que ser sábio, parar com seus problemas e partir para o ataque”. Então é isso, tem horas que precisamos tomar uma decisão que nos lança no abismo: tivemos, pessoalmente, que tomar essa decisão de fazer uma ficção, quando teria sido mais fácil fazer um documentário. Tem uma hora que precisamos tomar uma decisão e cumpri-la.
NL
E o abismo se avizinha, precisamos ficar muito atentos com relação a isso.
GG
E assumir que ele está se avizinhando é, exatamente, fazer com que as pessoas enxerguem essas forças que estão atuando sobre o Brasil, o que pode permitir que o abismo não chegue.
é publisher da Revista Jacobina, editor da Autonomia Literária, mestre em direito pela PUC-SP e advogado.
Dirigiu os longas Aquele que Viu o Abismo (2024), em parceria com Negro Leo, premiado como Melhor Filme na 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes, e Inaudito (2018), realizado com Danielly O.M.M. e vencedor da 21ª Mostra de Tiradentes. Atualmente finaliza seu terceiro longa-metragem, O Inspetor Geral, com Clara Choveaux, Ivon Patrocínio e grande elenco. Também realizou curtas, videoclipes e espetáculos na interseção entre cinema, música e performance. É sócio da produtora Zaum ao lado de Marisa Merlo e Clara Choveaux.
é músico, maranhense e reside em São Paulo. Ao longo de uma década de atividade profissional, conta mais de 10 discos, aparições no teatro (Pretoperitamar, dir. Grace Passô e Anelis Assumpção), no cinema (É Rocha e Rio, Negro Leo, dir. Paula Gaitán e Inaudito, dir. Gregorio Gananian), em palcos internacionais da música (ADR Lincoln Center, Cafe Oto, Shanghai Modern Sky Lab) e na imprensa internacional (The New York Times, Playboy Magazine, The Wire).
Cierre
