Sem espinhas. Um jogo dominado em todos os aspetos pelo Arsenal e uma conquista mais do que merecida da Supertaça de Inglaterra frente ao Manchester City, após um triunfo por 3-0. 

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Cardiff recebeu a discussão do primeiro troféu da temporada. Os adeptos tiveram oportunidade de assistir aos primeiros toques dos reforços, com Elliott Anderson e Bruno Guimarães à cabeça.

No banco de suplentes, a estreia de Enzo Maresca em jogos oficiais à frente dos citizens… e que não podia ter começado da pior forma. Foi preciso menos de um minuto para o Arsenal se colocar em vantagem no marcador.

Muito espaço na zona central do campo e um passe fantástico de Lewis-Skelly para a entrada de Calafiori dentro da área. Donnarumma atirou-se para o lado esquerdo e o italiano só teve de o enganar para fazer o 1-0, com enorme frieza.

Este lance acabou por ditar muito do que foi a primeira parte do encontro. Superioridade londrina em todos os aspetos e enormes dificuldades para o Man. City chegar com perigo à baliza de Raya. A verdade é que Haaland apenas conseguiu enquadrar um remate em cima do intervalo e já depois da sua equipa ter sofrido novo golo.

É um lance muito bem trabalhado pelo ataque de Arteta. O cruzamento de Odegaard para o segundo poste foi teleguiado e chegou à cabeça de Tzolis. É destes reforços que os adeptos gostam e saiu dele a assistência para a finalização de Kai Havertz. Nota para Donnarumma, mas pela negativa. Fica muito mal na fotografia.

Chegámos assim ao intervalo, a passos largos. Do balneário vieram duas caras novas, mas novo não foi o recomeço do jogo. Cenário idêntico já tinha sido visto 45 minutos antes. Tzolis apanhou a defensiva do Man. City a dormir e permitiu a Odegaard fazer o 3-0.

O golo é para ver e rever. Um trabalho fantástico. Uma maldade a Donnarumma. Uma finalização certeira. Porventura o ponto final num jogo que ainda tinha muito tempo pela frente. Só que os homens de Maresca não tinham crença numa reviravolta. 

Seis alterações do lado dos citizens ainda foram realizadas com o intuito de mudar o rumo do jogo. Mas sem sucesso. Haaland saiu aos 57 minutos (por exemplo) e o Arsenal nunca pareceu ter perdido o controlo das operações. A conquista da 18.ª Supertaça de Inglaterra na história dos londrinos confirmou-se de forma natural e não são bons sinais para a turma de Manchester, neste pós-Guardiola.