Através de uma nova opção, será possível remover as marcas de água nos conteúdos gerados por modelos da Google como o Nano Banana, Gemini Omni e Lyria. Mas a opção não estará disponível em países onde a lei exige que sejam mantidas, como aqueles que fazem parte da União Europeia.
A Google vai permitir remover as marcas de água visíveis das imagens geradas por IA, numa decisão que também se aplica aos vídeos e músicas geradas através dos sistemas da gigante tecnológica.
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De acordo com Josh Woodward, vice-presidente da Google Labs, Gemini e AI Studio, a nova opção permite remover a habitual marca de água que surge no canto inferior direito nos conteúdos gerados por modelos como o Nano Banana, Gemini Omni e Lyria.
✅ Papercut fixed: You can now toggle visible watermarks on or off in Gemini and Flow, with Search coming next.
This applies to watermarks on all images (Nano Banana), videos (Omni), and songs (Lyria) except in countries where it’s required by law to keep them. pic.twitter.com/utHN0yDmD3
— Josh Woodward (@joshwoodward) August 14, 2026
O responsável detalha que, embora as marcas de água visíveis passem a ser opcionais, os conteúdos gerados por IA vão continuar a ter indicadores invisíveis incorporados, de modo a que seja possível, por exemplo, perguntar ao Gemini se o conteúdo foi gerado através da tecnologia.
Note-se, no entanto, que a opção para desativar a marca de água visível não estará disponível em países onde a lei exige que sejam mantidas, aponta Josh Woodward. Aqui incluem-se os países que fazem parte da União Europeia, onde entraram recentemente em vigor novas regras de transparência no âmbito do AI Act.
As novas regras do AI Act entraram em vigor a 2 de agosto e trazem obrigações adicionais para os fornecedores de modelos de IA, bem como novas exigências de transparência para chatbots, deepfakes e conteúdos gerados por esta tecnologia. Explicamos o que está em causa e como serão aplicadas estas medidas.
As regras obrigam determinados sistemas de IA a informar os utilizadores sempre que estiverem a interagir com uma ferramenta baseada na tecnologia ou quando certos conteúdos tenham sido gerados ou alterados com recurso à mesma.
As imagens, vídeos e ficheiros de áudio criados ou modificados através de IA têm de ser identificadas como tal e os conteúdos gerados ou modificados com recurso a esta tecnologia terão também de incluir marcas legíveis por máquinas que permitam a sua deteção.
Recorde-se que, para cumprir as novas regras da União Europeia, a Anthropic anunciou que vai colocar marcas de água nos textos e ficheiros gerados pelo Claude. A medida abrange todos os modelos lançados a partir de 2 de agosto de 2026 e aplica-se a todos os produtos da empresa.
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