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O assassinato do rapper Tupac Shakur chegou a julgamento nesta segunda-feira, 17, dentro de um tribunal de Nevada, em Las Vegas — semanas antes de o crime chocante completar 30 anos em 7 de setembro.

No centro do imbróglio está o ex-líder de gangue de rua Duane “Keffe D” Davis, 63, que é um dos principais suspeitos de arquitetar o crime há anos. Na época do ocorrido, contudo, a polícia não obteve evidências suficientes para acusá-lo formalmente. Três décadas depois, o ex-gangster se implicou em 2019 ao publicar a autobiografia Compton Street Legend (Lenda das Ruas de Compton, em tradução livre), na qual admite ser “uma das únicas testemunhas vivas do assassinato de Tupac” e ter fornecido a arma utilizada no crime.

Com base em seus relatos, ele foi preso em 2023, sob a acusação de arranjar a arma com a intenção expressa de se vingar de Tupac Shakur e do empresário Marion “Suge” Knight, cofundador da gravadora Death Row Records — que foi baleado, mas sobreviveu. Horas antes do crime, ambos haviam atacado o sobrinho de Keffe D, Orlando “Baby Lane” Anderson.

O livro é minucioso ao descrever a cena do crime, na qual Tupac foi atingido por quatro balas — uma delas se alojou em seu pulmão e eventualmente o ceifou, após seis dias de luta no hospital. Keffe D estava junto do sobrinho e de outros dois homens quando avistou o veículo do rapper em uma rua de Las Vegas. O único detalhe omitido é quem foi responsável por disparar a arma — ou Anderson, ou o gângster DeAndre “Dre” Smith. Anos mais tarde, ambos já morreram.

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Hoje, Keffe D se defende das acusações dizendo que Compton Street Legend é uma obra de ficção, apesar de tê-la divulgado como totalmente verdadeira no passado. Segundo seus advogados, os detalhes sórdidos são meros floreios do coescritor Yusuf Jah.

“Se ele não escrevesse o livro, provavelmente jamais seria processado por esse crime”, admitiu o promotor Marc DiGiacomo. O julgamento deve durar de quatro a cinco semanas.

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Até o momento, Keffe D declara-se inocente. Caso seja condenado, pode enfrentar pena perpétua.

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