Pelo menos uma pessoa morreu e outras 15 ficaram feridas num ataque do exército ucraniano à cidade de Energodar, perto da central nuclear de Zaporizhia, controlada pela Rússia.



A central nuclear de Zaporizhia, a maior da Europa, tem seis reatores de água pressurizada e uma capacidade elétrica total de seis mil megawatts.


As forças russas abateram 180 drones sobre a região de Moscovo e os serviços de emergência estavam a trabalhar nos locais das quedas, escreveu no Telegram o presidente da câmara da capital, Sergei Sobyanin, sem adiantar detalhes sobre possíveis vítimas ou danos.


As interceções concentraram-se nas regiões de Belgorod, Bryansk, Kaluga, Krasnodar, Kursk, Lipetsk, Moscou, Oryol, Ryazan, Rostov, Tambov, Tula, Vladimir, Volgogrado e Voronezh, mas também ocorreram na Crimeia, entre outras áreas.Os drones atingiram um armazém da empresa russa de comércio eletrónico Wildberries e outras instalações perto de Moscovo, informou separadamente o governador regional Andrei Vorobyov. Pelo menos três pessoas, incluindo uma menina de dez anos, ficaram feridas na região.

A Wildberries, alvo frequente dos ataques de Kiev após a invasão russa da Ucrânia em 2022, afirmou que destroços de drones atingiram uma parede do armazém, causando danos ligeiros.


Outras regiões controladas pela Rússia, incluindo a Crimeia, anexada por Moscovo em 2014, também reportaram ataques intensos vindos da Ucrânia.


A Krymenergo, o maior fornecedor de energia da península da Crimeia, informou que distritos do Sul sofreram ataques de drones ucranianos durante a noite.

O comunicado acrescenta que vários aglomerados ficaram sem energia elétrica em consequência dos ataques e que a situação no fornecimento de energia continua a ser desafiante nas regiões noroeste, leste e sul.

Míssil russo mata dez pessoas em Kharkiv 

Um ataque com míssil russo matou pelo menos dez pessoas e feriu outras oito numa aldeia na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, disse o governador regional esta terça-feira.


O ataque à aldeia de Pechenihy, a cerca de 60 quilómetros de Kharkiv, danificou dez edifícios residenciais, um café, uma estação de correios, uma loja e pelo menos sete carros, escreveu Oleh Syniehubov na aplicação de mensagens Telegram.

Quatro anos e meio após o início da invasão russa em grande escala da Ucrânia, a diplomacia estagnou e ambos os países intensificam os seus ataques de longo alcance.
Segundo a Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou 147 drones entre segunda e terça-feira, dos quais 111 foram abatidos ou intercetados.

A Força Aérea Ucraniana anunciou na semana passada que iria deixar de divulgar dados detalhados sobre os ataques russos com mísseis balísticos, numa altura em que a Rússia intensifica os seus ataques com armas que a Ucrânia tem cada vez mais dificuldades em intercetar.

De acordo com um relatório da Missão de Monitorização dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia (HRMMU), o mês passado foi o mais letal para os civis na Ucrânia desde maio de 2022, com 437 mortes e 2.610 feridos.

Moldávia condena violação do espaço aéreo
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Moldávia condenou a violação do espaço aéreo do país por um objeto aéreo não identificado que explodiu na segunda-feira, segundo um comunicado divulgado nas redes sociais. A Moldávia faz fronteira com a Ucrânia e apoia o
país na guerra da Rússia na Ucrânia. O país já lidou com vários
incidentes envolvendo drones a sobrevoar o seu território e destroços perto da fronteira.

O objeto aéreo entrou no espaço aéreo moldavo às 17h37 locais (15h37 em Lisboa), e explodiu pouco depois, perto da aldeia de Talmaza, junto à fronteira com a Ucrânia, informaram as autoridades moldavas.

A explosão incendiou a vegetação rasteira, mas não houve vítimas, disseram. A origem do objeto não foi identificada.

Este incidente constitui uma grave violação da soberania da República da Moldávia e representa um risco direto para a segurança dos nossos cidadãos. Tais incidentes são inaceitáveis“, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.