A administração do Hotel Cascais Miragem pretende “avançar com um processo de despedimento colectivo que abrange mais de 140 trabalhadores efectivos, a que acrescem 35 trabalhadores contratados a termo”, acusou esta terça-feira, em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes, e Similares do Sul.
A estrutura sindical considera a decisão “profundamente injusta e socialmente inaceitável”.
O hotel foi adquirido no ano passado por um grupo espanhol que integra a Ibervalles e a ARD Investment & Development, numa operação de cerca de 125 milhões de euros e com um investimento previsto de remodelação e reposicionamento de outros 80 milhões de euros. É, aliás, esse investimento com obras profundas, que obrigam ao encerramento temporário do hotel, o argumento invocado pela administração para o despedimento, refere o sindicato.
“Para o sindicato, esta opção é profundamente injusta e desproporcionada. Não é aceitável que sejam os trabalhadores e a segurança social a suportar os custos de uma decisão de natureza empresarial, quando existem soluções alternativas que permitem assegurar a manutenção dos postos de trabalho durante o período de encerramento e de realização das obras”, sublinha o comunicado.
“Não estamos perante o encerramento definitivo de uma empresa por falta de atividade. Estamos perante uma unidade hoteleira que será alvo de um significativo investimento, com vista à sua remodelação e posterior reabertura. Neste contexto, não podemos deixar de considerar inaceitável que a única solução apresentada aos trabalhadores passe pelo despedimento”, reitera o sindicato.