Bolsas europeias fecham sessão no vermelho. PSI em contraciclo sobe quase 1%


As bolsas europeias fecharam a sessão desta terça-feira com quedas, à exceção do mercado bolsista português, onde a sessão foi de ganhos. A tendência vermelha seguiu-se a um “sell-off” no mercado obrigacionista e à incerteza sobre o Médio Oriente, depois de o Presidente Donald Trump ter afirmado não haver conversações em curso com o Irão. O petróleo Brent subiu acima dos 91 dólares por barril.


O Stoxx600, de referência para a Europa, recuou 0,69% para 651,90 pontos, o quinto dia consecutivo de quedas, uma sequência não vista desde novembro de 2025.


O IBEX recuou 0,24% para 19.934,90 pontos, o DAX cedeu 0,80% para 26.128,36 pontos e o CAC 40 perdeu 0,82% para 8.509,36 pontos. Amesterdão desceu 0,67% para 1.107,32 pontos, a Grécia recuou 0,51% para 6.688,39 pontos e Itália caiu 1,06% para 53.017,84 pontos.


Em contraciclo, o PSI somou 0,93%, aterrando nos 9.305,02 pontos, com 11 cotadas no verde, quatro no vermelho e a Semapa a encerrar inalterada, e o FTSE 100 avançou 0,07% para 10.728,04 pontos.


Por setores, a energia beneficiou da subida do petróleo, enquanto a tecnologia liderou as perdas, penalizada por fabricantes de equipamento como a francesa Soitec (-14,83%) e a austríaca AT&S (-14,17%), e caiu 2,68%. Também recuaram as viagens (-1,56%) e os bens industriais e de serviços (-1,85%). Do lado dos ganhos, destacam-se ainda as utilities (+0,58%), a saúde (+1,21%) e os seguros (+0,22%).


Entre ações individuais, a dinamarquesa Coloplast subiu 3,0% após resultados trimestrais acima do esperado, enquanto a cervejeira Royal Unibrew caiu 5,17%, no segundo dia consecutivo de perdas, após resultados fracos no segundo trimestre.


A sequência de quedas ocorre depois de o Stoxx600 ter atingido recordes históricos, impulsionado por uma forte temporada de resultados. Com o abrandamento dessas divulgações, os investidores têm-se concentrado no impacto inflacionário da alta do petróleo e do aumento dos gastos com inteligência artificial. “A guerra no Médio Oriente continua a influenciar o sentimento do mercado”, disse Emma Moriarty, gestora de portfólio da CG Asset Management Limited, citada pela Bloomberg, acrescentando que os baixos volumes de negociação, típicos do verão, podem estar a amplificar a volatilidade.


Ainda assim, o sentimento mantém-se resiliente. Segundo um inquérito do Bank of America a gestores de fundos, um saldo líquido de 53% espera que as ações europeias subam nos próximos um a três meses, e a probabilidade de recessão na Europa nos próximos 12 meses é vista como a mais baixa desde 2007.