Num cenário de ação militar, o cenário mais óbvio é um aliado norte-americano que já foi mencionado: a ilha de Taiwan. Ora, a atual atuação dos Estados Unidos na região pode “fragilizar a dissuasão contra possíveis conflitos na Ásia”, salienta o professor Leif-Eric Easley. Caso esses conflitos se concretizassem, os EUA também veriam diminuídas as suas capacidades de coordenação e resposta.

Contudo, os especialistas destacam que este cenário, ainda que não seja impossível, é muito longínquo — e, como a maior parte das políticas da Casa Branca sob a administração Trump, imprevisível. John Herbst, antigo embaixador dos Estados Unidos durante a presidência de George W. Bush, destaca à Associated Press que a situação inspiraria mais cuidados se as ações dos EUA em relação à Coreia do Sul (ou outros aliados da região) se tornarem “mais frequentes ou mais importantes”.

Por agora, a decisão de Donald Trump sobre os exercícios conjuntos não representa uma mudança decisiva na organização, estabilidade ou segurança regional. Para além de não ser inédita, a suspensão dos treinos resulta de um conjunto de outras variáveis diplomáticas e militares que forçaram Washington a agir. “Apesar de algumas declarações que parecem apontar na direção [da destruição do sistema de alianças], ainda não caminhamos nessa direção de forma consistente”, argumenta o antigo embaixador.

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