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A NATO concebeu um plano em três fases para responder a um eventual ataque russo aos países Bálticos, que prevê inclusivamente a possibilidade de uma invasão terrestre contra a Estónia, a Letónia ou a Lituânia. Os detalhes foram avançados esta semana pelo tabloide alemão Bild e citados pelo jornal ucraniano Kyiv Post.

De acordo com aqueles jornais, os planos, que integram o “Conceito de Guerra Terrestre” da NATO, têm como prioridade travar o avanço das tropas russas, forçando-as a recuar para as fronteiras russas, e impedir a capacidade da Rússia de continuar a combater.

A primeira parte dos planos tem como objetivo responder à possibilidade de a Rússia lançar ataques com mísseis e drones contra os estados bálticos, seguida de uma invasão terrestre. A prioridade da NATO seria, de acordo com o que foi avançado pelo Bild, anular a ameaça representada pelos mísseis russos, através de ataques com mísseis, drones e aviões de combate contra os sistemas de mísseis russos — em particular contra o exclave russo de Kaliningrado.

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O segundo elemento deste plano passaria pela criação de uma zona autónoma de drones: uma faixa de território ao longo da fronteira dos países bálticos com a Rússia e a Bielorrússia, onde não haveria presença permanente de tropas da NATO, mas seria uma zona defensiva com uma grande presença de drones e outros veículos militares autónomos. Esses sistemas autónomos seriam usados para deter os avanços russos.

Por fim, uma terceira parte deste plano incluiria ataques dentro do território russo. Seriam identificados alvos militares e logísticos específicos — como bases aéreas, infraestruturas de produção de armamento, linhas férreas usadas para transporte de armamento, entre outros — para serem atacados pelas forças ocidentais.

Além disto, os planos da NATO também envolvem o contacto com a oposição a Vladimir Putin com o objetivo de concertar posições e permitir o enfraquecimento das forças russas a partir de dentro, bem como o estabelecimento de uma ponte aérea para transportar sistemas autónomos por via aérea para o interior da Rússia. O objetivo central dos planos, diz ainda o Bild, é apenas defender o território aliado — e não ocupar ou conquistar qualquer metro quadrado de território russo.